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Cidades

Perigos no trânsito: ES já tem 60 acidentes com bikes elétricas este ano

Registros triplicaram em relação ao primeiro bimestre do ano passado. Maioria dos casos ocorre no horário do almoço

Bicicletas elétricas estão cada vez mais populares pelas ruas das cidades, mas o número de acidentes também aumentou
Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

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Cada vez mais populares pelas cidades, as bicicletas elétricas têm se envolvido em mais acidentes. Somente este ano, entre janeiro e fevereiro, 60 ocorrências foram registradas.

O número é três vezes maior do que nos dois primeiros meses do ano passado, quando houve 18 registros. Segundo o levantamento, a maioria dos acidentes ocorre no horário do almoço.

Os dados fazem parte do painel Bicicletas Elétricas, do Observatório da Segurança Pública, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Desde que os dados começaram a ser registrados, em 2024, sete pessoas morreram em decorrência de acidentes com as bikes. O total de acidentes no período chegou a 409.

O especialista em trânsito Josimar Amaral avalia que o aumento das colisões está ligado ao crescimento exponencial do uso das bicicletas elétricas como meio de transporte diário, principalmente para o trabalho e os estudos.

Segundo ele, os dados mostram essa tendência: em janeiro, o número caiu para 23 registros e, em fevereiro, voltou a subir para 37. “Em janeiro, por causa das férias, o número caiu, mas agora, em fevereiro, volta a crescer”.

O especialista também chama a atenção para a possibilidade de alterações nas bicicletas elétricas, que podem fazê-las ultrapassar o limite de velocidade previsto em norma. “Pela regulamentação, a bicicleta elétrica deveria atingir até 32 km/h, mas é notório que muitas circulam acima disso. Seria importante verificar nas lojas se a potência está dentro da norma”.

Outro problema apontado por Amaral é a falta de sinalização específica para bicicletas nas cidades, o que dificulta o cumprimento das regras.

O advogado e diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Direito de Trânsito, Everson Vieira de Souza, destacou a necessidade de melhoria nas regras para o modal, bem como a criação de infraestrutura de segurança viária para essa categoria, por meio de estudos técnicos.

“Considerando que a micromobilidade é um caminho sem volta, as primeiras providências seriam exigir uma ‘licença simplificada’ para conhecimentos básicos de circulação viária. Um outro ponto relevante seria a identificação da bike elétrica para fins de fiscalização e até mesmo transferência de propriedade”.

Ele também ressaltou a necessidade de reforçar a educação permanente em escolas e fortalecer a conscientização, mostrando, assim, as consequências para aqueles que ignoram as regras de segurança.



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