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Cidades

Estado suspende a terceirização de hospitais

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), suspendeu a terceirização do Hospital Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha, ...

Secretário de saúde, Ricardo Oliveira disse que a gestão terceirizada melhorou o serviço prestado à população

Última atualização

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), suspendeu a terceirização do Hospital Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha, e Hospital Maternidade Silvio Ávidos, em Colatina. O edital foi lançado em setembro e as empresas interessadas seriam escolhidas entre esta quinta (25) e sexta-feira (26).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Oliveira, o cancelamento foi feito para que o próximo governo possa avaliar as propostas e tome a decisão de como serão geridos os hospitais.

“O assunto da gestão por meio das Organizações Sociais de Saúde (OSS) estava gerando muita desinformação para a sociedade. O governador Paulo Hartung avaliou e resolveu deixar para que próximo governo decida como serão feitas essas transições”, afirmou.

A terceirização faz parte do Programa Estadual de Organizações Sociais, lançado em 2009, que faz parcerias com entidades sem fins lucrativos para a gestão de atividades e serviços públicos.

“Temos uma área na Sesa que faz o monitoramento e a fiscalização dos cumprimentos de contrato e metas que as organizações devem cumprir”, disse o secretário.

No Estado, os hospitais Central e São Lucas, em Vitória; o Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra; e o Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, são geridos pelas organizações sociais

Segundo Oliveira, o modelo de gestão administrado por OSS tem melhorado a prestação de serviço.
“Esse modelo melhora os serviços já que há um maior volume de atendimento, devido a maior oferta de profissionais, além dos processos de compra, manutenção e contratação serem mais rápidos. O Hospital Infantil de Vila Velha é um exemplo, já que o atendimento foi ampliado e houve um aumento de 46 leitos”, explicou.

Ele também ressaltou que os hospitais não estão sendo privatizados, e sim que o Estado tem contrato de gestão com as organizações que cuidam da administração, contratações e compras.

“Os hospitais são públicos, apenas a gestão é privada. Caso essas organizações não cumpram as metas, elas são trocadas.”

A assessoria do governador eleito, Renato Casagrande, disse, por meio de nota, que não iria comentar sobre o assunto.
 

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