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Há mais de duas semanas, em decorrência das chuvas, uma estrada de chão no distrito do Córrego de Farias está interditada no interior de Linhares. Com isso, moradores estão isolados ou sem poder chegar às suas propriedades e alunos impedidos de ir à escola.
Uma dessas propriedades isoladas é da família Martinelli, que fica a 12 quilômetros do Córrego de Farias. Segundo a agente comunitária de saúde Bianca Aparecida Valentim Martinelli, de 43 anos, ela não está conseguindo trabalhar todos os dias porque a estrada está intransitável. Além dela, muitas outras pessoas têm sido afetadas de diversas maneiras.
Segundo a agente comunitária de saúde, Bianca Aparecida Valentim Martinelli, de 43 anos, ela não está conseguindo trabalhar todos os dias porque a estrada está intransitável. Além dela, muitas outras pessoas têm sido afetadas de diversas maneiras.
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“Mais de 50 famílias estão ilhadas porque a estrada está totalmente interditada, com muita lama e buracos. Deu um grande atoleiro na entrada da mata que dá acesso as residências aqui do Distrito. Qualquer veículo que tente passar, acaba atolando. A prefeitura tem trabalhado bastante, mas não está conseguindo resolver o problema”, lamentou Bianca.
“Para fazermos compras, ir ao banco, ao médico e muitos outros afazeres, a gente precisa fazer um desvio que fica dentro de uma propriedade particular. Porém o caminho é mais longo e cansativo. É propriedade de porteira fechada ou seja, é particular. Lá só passa se for a pé ou carro com tração. Não dá pra passar nem ônibus, nem caminhão e nem veículo de pequeno porte”, contou Bianca.
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A agente comunitária também lamentou que mais de 40 alunos não puderam concluir o ano letivo. “Alunos de várias escolas foram prejudicados. É um absurdo isso afetar também as provas finais dos estudantes. Eles não conseguiram ir mais pra escola porque o transporte escolar não tem como passar na estrada”, disse Bianca.
Alguns moradores se arriscam ao passar pela estrada para ir a Linhares e o que encontram é muita lama, buracos e dificuldades.
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A empreendedora Paula Vassoler, de 36 anos, possui um estabelecimento comercial na lagoa Canto Grande. Mas há duas semanas, não consegue chegar no local.
“Estou há duas semanas sem abrir o bar. Nem os turistas estão conseguindo chegar na lagoa e muito menos em Pontal do Ipiranga, que também tem acesso pela mesma estrada. Isso prejudica demais a gente porque dependemos dessa renda. Já solicitamos providências dos órgãos competentes, mas o que foi feito até agora, não resolveu”, desabafou a empreendedora.
A prefeitura de Linhares e o Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER-ES) foram demandados, mas até o fechamento dessa reportagem não retornaram.