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“Eu me senti humilhado ao ver as empadas no chão”, diz ambulante

Poucas horas depois de ver o seu produto espalhado e destruído no chão, o ambulante Igor Rodrigues, 23 anos, ainda relembra com tristeza o ...

O ambulante Igor Rodrigues tem 23 anos e há um ano vende empadas

Última atualização

Poucas horas depois de ver o seu produto espalhado e destruído no chão, o ambulante Igor Rodrigues, 23 anos, ainda relembra com tristeza o acontecimento da manhã desta terça-feira (9). “Eu me senti muito humilhado”, diz o trabalhador que teve as suas empadas derrubadas no chão do Terminal de Carapina, na Serra. O caso aconteceu por volta das 7h da manhã. 

O alimento teria sido derrubado por um suposto fiscal que atua no terminal. Segundo Igor, que há um ano trabalha vendendo o salgado e há seis atua no Terminal de Carapina, além do fiscal, um guarda também foi responsável por derrubar as empadas no chão.

“Como de costume, eu estava vendendo minhas empadas. Era por volta das 7h quando um guardinha encostou em mim e disse: ‘hoje você vai ficar sem essa caixa'”, disse ele, referindo-se ao objeto onde armazena as empadas vendidas por R$ 1.

O ambulante Igor Rodrigues tem 23 anos e há um ano vende empadas (Foto: Acervo Pessoal)

Com a ameaça, o trabalhador foi para outro ponto do terminal. “Mas quando eu estava distraído, o guarda veio junto com um fiscal e puxaram a alça da caixa. Eu puxei do outro lado”, contou o ambulante que prestou queixa sobre o ocorrido no 3ª Delegacia Regional da Serra.

A caixa, então, caiu no chão. Com a queda, as empadas foram destruídas. “Chorei quando as vi no chão e depois também, quando os passageiros que estavam no terminal começaram a me dar dinheiro para cobrir o prejuízo”, disse ele. 

Por meio meio de nota, a Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb) informou que irá apurar se houve abuso na conduta das partes envolvidas para adotar as medidas administrativas cabíveis.

A Ceturb ainda informou que a comercialização de produtos dentro dos terminais é proibida “conforme Decreto Estadual 3.549-R, de 2014, que trata do regulamento dos terminais”. 

Igor reconhece que está ciente que não é permitida a presença de ambulantes nos terminais da Grande Vitória. Como justificativa, o trabalhador recorre a um texto bíblico: “será digno o homem que vive do suor do seu trabalho”, afirmou o jovem. 

Sobre as vendas futuras no terminal, o ambulante acredita que as fiscalizações irão se intensificar com o ocorrido desta terça. “Acho que agora, a fiscalização vai ficar mais forte. Também vai aumentar o desemprego dos ambulantes”, prevê. 

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