Apaixonado por desenhos, Felipe Rocha estava sempre desenhando e pintando no caderno, na folha em branco, ou até mesmo no mousepad da mãe. Após sua morte, a mãe encontrou alguns desenhos que ele não mostrava, e um deles chamou atenção.
A fotógrafa Cida Rocha contou que o desenho trazia duas faces, uma alegre, e outra chorando sangue. No canto da folha estava escrito: “Eu sofro todas as manhãs calado, mas eu não quero preocupar meu pai e minha mãe”.
“O desenho nos fez entender o sofrimento dele. Porque ele nunca demonstrou.” Ela revelou, ainda, que eles viviam juntos desde o momento que acordavam, até o horário de dormir.
“Ele ficava comigo pela manhã, no escritório. Tirava xerox e montava currículos para os moradores aqui da rua. Ele recebia pelo serviço e guardava o dinheiro dele. Ia para a escola e, quando voltava, fazia os exercícios e, depois, brincava com os amigos. Era meu grande companheiro”, disse a fotógrafa
