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EUA liberam nova técnica contra celulite

Seja qual for o peso ou a forma do corpo, mais de 90% das mulheres têm celulite. Indesejados por muitas, os furinhos no bumbum e nas pernas tiveram ...

Especialista avalia grau de celulite de paciente para definir tratamento

Última atualização

Seja qual for o peso ou a forma do corpo, mais de 90% das mulheres têm celulite. Indesejados por muitas, os furinhos no bumbum e nas pernas tiveram um tratamento aprovado nos Estados Unidos que promete ser revolucionário.

Chamada de QWO, a técnica é a primeira de forma injetável a ser aprovada para celulite pela Food and Drug Administration (FDA), a agência norte-americana que regula o setor.

Desenvolvida pelo laboratório Endo International, a técnica consiste em injeções de uma enzima chamada colagenase. Ela atua dissolvendo as fibras e conectam a epiderme e a derme a uma camada mais profunda de músculos. Essa conexão é que puxa a pele para baixo, formando os furinhos.

As injeções são aplicadas em até três sessões, repetidas a cada 21 dias. Os principais efeitos adversos foram dores ou hematomas no local da aplicação.

A medicação deverá estar disponível nos Estados Unidos em 2021. Ainda não há previsão para a chegada da técnica ao Brasil e ela precisa de ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a dermatologista Karina Mazzini afirmou que o que se tem hoje para a amenizar o aspecto de casca de laranja da pele de muitas mulheres são tecnologias que podem ser associadas, como ondas acústicas e radiofrequência.

“Agora, imagina associar essa injeção de enzima com as tecnologias que temos?. O resultado deve ser fantástico!”, comentou.

Também membro da SBD, a dermatologista Thaiz Rigoni Gurtler afirmou que o tratamento é basicamente uma enzima que “dissolve a fibrose”.

“Este tratamento é promissor, e podemos tratar apenas o alvo, ou seja, cada ‘furinho’, para o efeito da quebra das traves de fibrose. Tem resultado, em média, em três sessões. Já os tratamentos que existem hoje, como a radiofrequência e bioestimuladores, têm efeito que demoram mais a aparecer”.

A fisioterapeuta dermatofuncional Marcela Rodrigues ressaltou que hoje há muitos aparelhos, técnicas e protocolos para o tratamento da celulite. “O que faz a diferença, atualmente, é a avaliação do grau da celulite, para apontar os recursos apropriados”, disse.

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