Familiares de internos do sistema prisional do Espírito Santo fizeram um protesto, na manhã desta sexta-feira (10), em frente ao Palácio Anchieta, no Centro de Vitória. O grupo alega que está sem direito a comunicação com os presos, uma vez que, por conta do coronavírus, as visitas foram suspensas.
Segundo a auxiliar de laboratório Sabrina Gonçalves, o Governo do Estado já tinha se comprometido a liberar a comunicação por cartas a cada 15 dias e também as ligações telefônicas. Nada disso teria acontecido.
“Nós fizemos uma pressão e eles passaram a dizer quantas pessoas contaminadas têm lá dentro. Agora deixam a família do preso jogada de lado, como se a gente não se importasse com eles. O preso não está abandonado. Ele tem família aqui fora”, afirmou.
Munidos de cartazes e bexigas, o grupo caminhou da Praça Costa Pereira até o Palácio Anchieta chamando a atenção das pessoas no Centro da cidade. O objetivo maior é que o governo resolva esta situação. “Só vamos sair daqui quanto tivermos uma resposta”, reforçou Sabrina.
O outro lado
Em nota, a Secretaria da Justiça reforçou que suspendeu as visitas desde o dia 1º de abril como medida de prevenção ao novo Coronavírus e que tem tomado medidas de controle da doença nos presídios.
Quanto a queixa dos familiares, a Sejus explicou que “enquanto a suspensão está em vigor, o contato de internos com seus familiares está sendo realizado por meio de cartas, ligações assistidas e até com trocas de mensagens pelo WhatsApp”.
Ainda segundo a secretaria, o contato é feito, somente, com familiares cadastrados.
“As ligações assistidas são as formas mais usuais realizadas nas unidades, mas a Sejus tem estudado a possibilidade de implantação da televisita, ligação por vídeo, como alternativa de interação a ser implementada de forma padronizada em todo o sistema”, diz a Secretaria. “A Sejus esclarece que mantém contato constante com representantes de familiares de internos para dialogar sobre as ações desenvolvidas, bem como melhorias a serem implementadas”, completou.
