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Duas famílias numerosas da região serrana do Estado são exemplos de que a união pode durar a vida toda, pois mantêm vivas as tradições.
Em São Bento de Urânia, distrito na zona rural de Alfredo Chaves, 11 irmãos da família De Nadai realizaram no último sábado, dia 17, uma festa para comemorar que todos eles estão vivos.
O evento aconteceu pela quinta vez com missa na igreja da comunidade e um almoço com delícias italianas no quintal de um dos irmãos.
“O primeiro encontro foi em 2012 e paramos dois anos por causa da pandemia. Meu pai e meus tios acharam que estavam ficando com mais idade e, com medo de perder algum irmão, resolveram fazer essa festança todos os anos”, disse o policial militar Jonacir Denadai, de 38 anos, filho de José Domingos, 64 anos, irmão e dono da casa onde aconteceu o evento.
O agricultor José Domingos Denadai disse que a festa foi emocionante. “Estarmos vivos e com saúde é graça de Deus”.
Em Vargem Alta, os Agrizzi se encontram ao menos uma vez por mês. Composta por 14 irmãos, a família se encontra em um casarão localizado no distrito de Jaciguá, onde todos nasceram.
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“Nós vamos fazer isso enquanto estivermos por aqui, vivos. E estamos passando essa tradição para nossos filhos e netos”, disse a funcionária pública Eucélia Agrizzi.
Os irmãos Agrizzi são filhos do casal Agostinho e Maria, que já faleceram. Entre o primogênito e o caçula, são quase 25 anos de diferença. O mais jovem tem 54 e o mais velho, 79 anos.
Descendentes dos primeiros imigrantes italianos que povoaram Vargem Alta, eles garantem que guardam na memória as lembranças da infância em família.
“O Eurico nasceu em uma época que não existia parteira aqui na região e quem precisou fazer o parto foi meu falecido pai. Ele dizia sempre que o umbigo dele foi desinfetado com querosene de lamparina”, relatou o médico veterinário Eustáquio Agrizzi, de 79 anos.
Apesar de terem crescido juntos, hoje os irmãos Agrizzi estão espalhados por todo o Estado. Há quem resida em Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Domingos Martins e na Grande Vitória.
“Enquanto Deus nos der saúde, nos encontraremos na casa que nossos pais nos deram. É uma forma de mantermos as lições de união que eles nos deixaram”, complementou Eustáquio.
*De Paula Comunicação
SAIBA MAIS
> Os irmãos De Nadai e Agrizzi, juntos, somam 2.084 anos vividos.
> Os irmãos De Nadai e Agrizzi, juntos, somam 2.084 anos vividos.
> Com o preço atual da cesta básica no Brasil de R$ 633,25 e considerando que uma cesta supre até quatro pessoas por 10 dias, alimentar uma família com 25 irmãos custaria R$ 11.394 por mês.
> Nas duas famílias os sapatos eram usados pelos irmãos até a idade dos 12 anos.
> Todos estudaram em escolas nas duas famílias. Na Agrizzi, a maioria tem ensino superior.
> A rotina nas casas era típica de interior. Meninos nas lavouras e meninas nos cuidados da casa.
> Os aniversários eram sempre lotados por causa da quantidade de irmãos e amigos. Os irmãos De Nadai e Agrizzi, juntos, somam 2.084 anos vividos.
ANÁLISE
“As famílias vão ficar cada vez menores”, Lucas Araldi Rios Terapeuta e hipnoterapeuta
“As famílias vão ficar cada vez menores, os desafios são muitos. Hoje é possível conhecer casais que simplesmente não querem ter filhos, mulheres que optaram por não se tornarem mães.
Tal fato já deixou de ser uma ‘obrigação’ e passou a ser uma escolha para elas.
Em muitos casos que vejo na clínica onde atendo diariamente, muitas pessoas têm pavor de relacionamento e ainda mais de ter filhos, pois sofreram tantos traumas em sua infância que criaram bloqueios”.