Mesmo com a possibilidade de trabalhar em casa, alguns pais estão tendo dificuldade em conciliar o home office com as aulas online dos filhos. É o caso da fonoaudióloga Daianna Gonçalves, 34 anos.
Trabalhando em casa desde o início do isolamento social, a moradora de Vitória precisa dividir o único computador com os filhos, Henrique, de 7 anos, e Ana Luiza , 14.
“Estamos tentando manter uma rotina, levando aos poucos, da forma que dá, mas é complicado, sempre tem um choque e às vezes é conflituoso”, contou.
A fonoaudióloga disse que precisou organizar um cronograma de horários para que não haja problema. Como os filhos estão dormindo um pouco mais que o normal, ela passou a atender pela manhã e no final da tarde. Nos demais horários, é a vez de Henrique, que está na 2ª série, e Ana Luiza, no 9º ano.
Quem também passa sufoco é o auxiliar administrativo Fernando Moreira, 35. Morador de Campo Grande, Cariacica, ele perdeu o emprego recentemente, mas a sua mulher, que é vendedora de uma loja, está trabalhando de casa.
O casal tem um filho de 8 anos, que está fazendo aulas virtuais. “A minha mulher não pode trabalhar na loja, pois o comércio está fechado. Só que as vendas continuam pela internet. É uma loucura dividir o único computador que temos. Ela acaba usando o celular para vender, enquanto eu fico ajudando o nosso filho nos estudos”.
Uma médica, que pediu para seu nome não ser divulgado, também está home office, pois é do grupo de risco.
Ela tem dois filhos, um deles de 7 anos, que precisa de assistência o tempo todo, mas ao mesmo tempo está em contato permanente com a equipe que atua na linha de frente em hospital da rede pública da capital.
