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Ele, que preferiu não se identificar, frequenta uma igreja evangélica na Serra desde que tinha 14 anos. “Há dois anos estava acontecendo uma série de assaltos na saída dos cultos, perto da igreja. Eu já era policial militar e me ofereci para ajudar com a segurança. É uma igreja que não tem muitos recursos financeiros e estava precisando de ajuda”.
Ele afirmou ainda que, na época em que os assaltos ocorriam com frequência, muitos fiéis deixaram de frequentar o templo. “Mas, com o passar do tempo, eles foram voltando. Eu geralmente chego à igreja mais cedo e fico vigiando a entrada. Sempre carrego a minha arma comigo, mas espero não precisar usar”, relatou o PM.
Um sargento, que também não terá o nome revelado, afirmou que algumas igrejas chegam a oferecer remuneração para que o policial atue na segurança do culto. “Durante o culto, o policial fica na porta da igreja. E é sempre o último a sair. Ele ajuda a vigiar o entorno durante os cultos. Tem igreja que paga o policial para esperar todo mundo sair e acompanhar até o carro”, afirmou.
O sargento destacou que já chegou a receber propostas para ser remunerado, mas não aceitou. “Foi uma igreja evangélica em Cariacica. Na época, tinha acontecido um assalto e o reverendo me indicou para o pessoal da segurança que trabalhava lá. Iam me remunerar, mas eu não aceitei, não achei certo. Sei que tem igreja que paga até R$ 150 por culto para o policial fazer a segurança”, explicou.
O presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória (Apev), pastor Enoque de Castro Pereira, ressaltou que desconhece igrejas que pagam policiais para atuarem na segurança dos tempos. “Pode até acontecer, eu não duvido. Mas desconheço. O que há são policiais que atuam de forma voluntária na segurança dos templos. São pessoas de confiança e que frequentam a igreja há muito tempo”, disse.
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