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EMAGRECIMENTO

Fila de 2.890 pacientes para perder peso com cirurgia

Espera é para fazer bariátrica pelo SUS no Estado

Última atualização

A busca por uma vida mais saudável e livre da obesidade tem levado muitas pessoas à procura de cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde (SUS).

O problema é que, com a suspensão deste procedimento durante a pandemia de covid-19, muitos pacientes deixaram de ser operados no Estado. Isso gerou uma fila de espera que já conta com 2.890 pessoas.

O tempo aguardando pela cirurgia chega a três anos, em média, segundo médicos que realizam o procedimento.

Atualmente, existem no Estado três hospitais que fazem a cirurgia pelo SUS: Hospital Evangélico de Vila Velha, Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim e o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória. Somente em Vila Velha, são 1.100 pacientes aguardando para serem operados. 

No Hucam, embora a fila seja menor, o número também chama a atenção: 980 pessoas. Segundo o cirurgião bariátrico Gustavo Peixoto, que faz parte da equipe de médicos que opera pelo SUS no Hucam, o hospital apresentou uma redução de 60% nas cirurgias, nos últimos dois anos, devido à suspensão do procedimento durante a pandemia.

 













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“Como ficamos parados por um ano, os pacientes precisaram refazer todos os exames necessários para a realização da cirurgia. Então, a nossa maior dificuldade não é só chamar os pacientes e operar, é a realização desses exames, que demora muito pelo SUS. Isso freia a nossa capacidade de atender a população”, explicou o médico.

Já em Cachoeiro de Itapemirim, de acordo com o cirurgião André Mattar, 810 pessoas esperam pela bariátrica. Por lá, mais de 500 pacientes ainda aguardam  pela primeira consulta.  

“Falta ser feito um centro de referência para este tipo de cirurgia na região Norte, já que hoje, no Estado, só temos três locais que realizam esse procedimento”, sugeriu o cirurgião. 

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), somente em 2018 foram realizadas 691 cirurgias. Foram 67 a menos que em 2019, quando 758 pessoas operaram. Já em 2020, quando a pandemia teve início, o número de cirurgias caiu para 337. Já em 2021, foram 555 cirurgias.


SAIBA MAIS


Bariátrica pelo SUS

  • No Estado, a cirurgia é realizada no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória, e no Hospital Evangélico de Vila Velha e de Cachoeiro de Itapemirim.

Quem pode fazer

  • A definição de quem pode fazer tem como base o Índice de Massa Corporal (IMC). O cálculo é feito dividindo o peso da pessoa por sua altura ao quadrado (altura x altura).
  • Pessoas com IMC acima de 40;
  • Pessoas com IMC entre 35 e 40, com outras doenças associadas, como diabetes e hipertensão; 
  • Pessoas com o IMC abaixo de 35, na presença de doenças metabólicas graves, como diabetes. Nesses casos, o paciente tem de ter, pelo menos, 10 anos de tratamento.
  • Em geral, a idade é entre 18 e 70 anos, mas há exceções, sendo avaliado cada caso pela equipe. 

Processo

  • Os pacientes são encaminhados aos serviços por outros profissionais de saúde que os acompanham. 
  • No processo até chegar à cirurgia, eles passam por exames e consultas com  profissionais como assistentes sociais, psicólogos e educador físico, entre outros. 

Fonte: Sesa e especialistas consultados.

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