A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicada hoje e o Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), fará fiscalização reforçada contra o uso de celular e outros dispositivos eletrônicos.
O exame reunirá mais de 5,5 milhões de candidatos em todo o Brasil.
No Espírito Santo, a prova será aplicada para 111.965 estudantes, número que representa 2% dos 5.513.712 inscritos no País.
Segundo o MEC, o participante pode levar o celular, mas o uso durante a prova é proibido.
O aparelho deve ser colocado na embalagem plástica que será entregue pelo fiscal na entrada da sala. Ela deverá ser lacrada e guardada embaixo da cadeira em que o estudante ficará.
Neste ano, serão utilizados 67 mil detectores de metal durante o Enem, um para cada 100 participantes, informou o Inep.
O instituto informou que foi feita uma manutenção de todos os requisitos de segurança e ampliação em cinco vezes dos detectores de pontos eletrônicos.
O diretor do pré-vestibular e do terceiro ano da escola UP, James Scandian, explicou o Inep vem intensificando a fiscalização com a preocupação de evitar possíveis fraudes nas avaliações.
“O aluno leva o celular, mas terá de entregar desligado aos fiscais. Ele precisa ter esse cuidado, para não ser eliminado por ativação de alarme ou despertador”, explicou.
Além do uso de celular, de acordo com as diretrizes do MEC, também ficam proibidos outros dispositivos eletrônicos, como agendas eletrônicas, tablets, calculadoras, iPods, gravadores, pen drive, MP3, relógio e alarmes.
Fones de ouvido ou qualquer transmissor, como gravador ou receptor de dados imagens, vídeos e mensagens também estão proibidos durante a prova.
A estudante Natalia Vieira Salvador, de 20 anos, que vai fazer o Enem para concorrer a uma vaga no curso de Medicina e faz pré-vestibular há três anos, afirmou estar atenta aos detalhes da fiscalização para não correr risco de ser eliminada.