- Vitória, ES 21°C

Vitória 21°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
FISCALIZAÇÃO

Força-tarefa resgata trabalhadores em situação análoga à escravidão no Recife

Operários vindos do interior de Pernambuco eram submetidos a instalações insalubres, sem saneamento básico e com esgoto a céu aberto

Força-tarefa resgata trabalhadores em situação análoga à escravidão no Recife
- Os 14 trabalhadores estavam em situações análoga à escravidão, em alojamento de construção civil no Recife.
Foto de perfil de Rafael Araujo

Rafael Araujo

Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

Última atualização


true

Uma força-tarefa liderada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT/MTE), em conjunto com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), libertou 14 profissionais da construção civil submetidos a condições análogas à escravidão em um alojamento na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, nesta terça-feira (4). Naturais de Bom Jardim, no Agreste de Pernambuco, os operários permaneciam na capital durante os dias úteis em instalações que violavam severamente as normas de saúde, segurança e conforto. O enquadramento no artigo 149 do Código Penal resultou na imediata interdição do local e na desocupação das vítimas.

Acomodações precárias e infestação de pragas

No imóvel vistoriado, a fiscalização identificou um cenário crítico de degradação estrutural e sanitária. Os cômodos apresentavam fiação elétrica exposta, infiltrações, ausência de forro na cobertura metálica e móveis totalmente deteriorados, incluindo beliches improvisados sobre tijolos e destruídos por cupins. Sem fornecimento de insumos básicos por parte da empregadora, os operários precisavam custear do próprio bolso itens essenciais como ventiladores, roupas de cama e toalhas. A área externa era tomada por entulho, lixo acumulado e focos de alagamento, o que favorecia a proliferação constante de ratos, baratas e insetos na área de convivência.

Falta de higiene e desrespeito às necessidades básicas

A rotina dos abrigados também era marcada pelo déficit habitacional e pela privação de direitos elementares de higiene e alimentação. Para suprir a carência de pessoal contratado, os próprios trabalhadores se revezavam no cumprimento da limpeza das dependências fora do horário de expediente. Além disso, a estrutura sanitária era manifestamente insuficiente: para todos os ocupantes, existiam apenas dois chuveiros coletivos situados a dezenas de metros dos quartos, obrigando os operários a cruzarem áreas abertas em dias chuvosos ou recorrerem ao terreno externo durante a noite. Nos momentos das refeições, a ausência de mobiliário adequado e o consumo de água não filtrada expunham o grupo a contínuos riscos à saúde.

Mais Lidas

Ver tudo ›