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CIDADES

Fuga de turistas com abandono de Piúma

População reclama da falta de acesso à praia, da destruição de parte do calçadão e de ciclovias interrompidas no balneário

Trecho da orla de Piúma que precisa de obras de recuperação

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Ciclovias interrompidas, parte do calçadão destruído e  falta de acesso à praia em Piúma, litoral Sul do Estado, são as principais reclamações de comerciantes, moradores e turistas.

O balneário, que já foi um dos destinos mais procurados no verão e no Carnaval, apresenta um cenário diferente e preocupa cada vez mais. Os comerciantes notam que os finais de semana e feriados não são mais os mesmos, e quem visita a cidade reclama do que vê.  

“Temos muitos turistas que têm casa aqui, mas estão escolhendo outras cidades para curtir praia. Nossos turistas estão indo embora”, disse a comerciante Maria de Fátima Fontes.  

Segundo a Associação Comercial de Piúma, os debates sobre a reurbanização da orla começaram em 2003 e, em outubro de 2013, um Termo de Cooperação Técnica foi assinado por meio da Secretaria Estadual de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, no valor de R$ 628.770, para o início das obras. 

A Prefeitura de Piúma informou que entregou novo projeto para o Estado que prevê construção da encosta, engordamento e reurbanização da Praia Central. 

O DER-ES informou que as obras contemplam serviços de dragagem, engordamento da faixa de areia, aterro hidráulico e revitalização da orla. O processo de contratação das obras está tramitando.


O QUE ELES FALAM















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“Construir um calçadão”

O comerciante Alex Nunes de Souza, de 26 anos, que assumiu um quiosque na Praia Central de Piúma há três meses, disse que sente falta de uma estrutura melhor para atender os clientes. “A fama da cidade, de que a praia é boa, ainda nos traz alguns turistas, mas do jeito que a orla está, acaba afastando até quem já vinha antes. O essencial seria a construção de ao menos um calçadão”, afirmou.

 













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“Falta infraestrutura”

Comerciante há seis anos na orla, Deilma Catem, de 52 anos, revela que está cada vez mais difícil conviver com a poeira provocada pela falta de infraestrutura. Quando chove, a frente da loja dela fica com lama, e nos períodos mais secos é muita poeira nas roupas. “Fico sem palavras para a situação dessa orla assim”, lamenta.

 













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“Destruição só aumenta” 

Quem visita a cidade, como a moradora de Vargem Alta Karina Moreira, de 42 anos, e a filha Maisa, de 3 anos, conta que a cada hospedagem no local parece que a destruição só aumenta. Até para descer para a areia é preciso caminhar para encontrar um local mais acessível. “Temos que ficar procurando lugar para descer para a praia. A praia é boa, as crianças gostam, mas tinham que fazer melhorias aqui. Só vemos a destruição cada vez mais”.

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