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Funerária atrasa três horas e familiares fazem enterro no escuro em Cariacica

O sepultamento de um senhor, de 79 anos, acabou em constrangimento para os familiares dele. A família foi surpreendida por atraso de três horas da ...

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O sepultamento de um senhor, de 79 anos, acabou em constrangimento para os familiares dele. A família foi surpreendida por atraso de três horas da funerária e precisou fazer o enterro do corpo do aposentado Iris Ilson Pizziolo no escuro. Os parentes precisaram pegar enxada e pá para ajudar a cobrir o caixão com terra.

Segundo a família, Iris morreu em um hospital, na sexta-feira (10), e a família contratou uma funerária de Vila Velha para preparar o corpo para o velório, na casa do idoso, em Viana, e o sepultamento, que seria realizado por volta das 15h30 de sábado (11), no cemitério municipal de Novo Brasil, em Cariacica.

Os familiares informaram que o acordo era que, por volta das 15 horas, o carro da funerária pegaria o corpo no local do velório para realizar o cortejo até o cemitério, porém o veículo não chegou no horário combinado.

A sobrinha de Iris, Juliana Pizziolo, revelou que tentou fazer contato com o dono da funerária, mas nãofoi atendida. “No momento, que estava acontecendo (o atraso), ele visualizava as mensagens e não respondia”, disse ela.

Quando o carro da funerária chegou, o corpo foi levado até o cemintério que funciona até às 17 horas. Por conta do atraso, assim que a família chegou ao local não tinha mais coveiros.

Os familiares conseguiram um coveiro, após conversa com a administração do local, mas como já se aproximava das 18 horas e o cemitério não conta com iluminção, o sepultamento teve que ocorrer no escuro sob as luzes das lanternas de celular das cerca de 15 pessoas presentes.

Por estar apenas com um coveiro, o motorista da funerária teve que ajudar a carregar o caixão e a família no sepultamento. “Meu marido e a tia tiveram que pegar enxada e pá para jogar terra e ajudar a enterrar meu tio”, revelou Juliana.

Segundo ela, tudo foi gravado pela família e eles estudam processar a funerária pelo atraso e o constrangimento.

O dono da funerária, Charles Galvane, no entanto, explicou que o carro que levaria o corpo do aposentado para o cemitério saiu às 14h30 de Vila Velha, mas apresentou problemas logo após a partida. “O carro deu problema mecânico. O mecânico da empresa foi acionado, chegou e consertou o carro. Teve andamento da situação. O atraso foi de uma hora. Eu fui conversando com família”, alegou ele, classificou a situação como “uma fatalidade”.

De acordo com ele, o atraso foi de uma hora e chegaram ao cemitério às 16h50, mas não havia mais coveiro o que causou um atraso maior. Por fim, ele disse que pediu desculpas e não cobrou pelo serviço.

Sobre a alegação de que não haveria coveiro no cemitério antes das 17 horas, a prefeitura de Cariacica informou que reclamações relacionadas ao atendimento de servidores devem ser feitas junto à Ouvidoria Municipal, pelo telefone 162, de segunda a sexta, das 8h às 19h.
 

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