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Garçom vira padre “gente boa” e faz sucesso

Ser padre é uma vocação. É dessa forma que o sacerdote Adriano Francisco Souza, de 35 anos, conhecido como o “padre gente boa” no Instagram, descreve ...

Padre Adriano é pároco na Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Soteco

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Padre Adriano é pároco na Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Soteco (Foto: Leone Iglesias/AT)

Ser padre é uma vocação. É dessa forma que o sacerdote Adriano Francisco Souza, de 35 anos, conhecido como o “padre gente boa” no Instagram, descreve seu trabalho.

Nascido e criado no interior de Minas Gerais, ele decidiu se mudar para o Espírito Santo em 2013 e chegou a trabalhar como garçom para conseguir realizar o sonho de se tornar padre, o que ocorreu em 2017.

Pároco na Paróquia Santo Antônio de Pádua, no bairro Soteco, em Vila Velha, ele é conhecido como padre “gente boa”. Segundo o sacerdote, ele próprio costuma usar a expressão, como uma espécie de bordão, para se referir com carinho a alguém.

“Na minha cidade, em Minas Gerais, é comum chamar as pessoas carinhosas e atenciosas de ‘gente boa’. Fiquei com essa característica de direcionar o termo a pessoas de coração bom. Nas redes sociais, inicio meus textos assim”, explicou, se referindo à hashtag #GenteBoa, popular entre seus seguidores.

Sendo acompanhado diariamente por mais de 13 mil pessoas, o sacerdote aproveita a plataforma para atualizar os fiéis sobre sua vida e levar a palavra de Deus, sempre passando mensagens de positividade e de superação, principalmente.

Para o religioso, as pessoas precisam estar sempre caminhando conforme as inovações tecnológicas e, com a fé, não é diferente. “Se hoje essa é a ferramenta que temos e podemos, através dela, nos aproximar das pessoas, é dessa forma que temos de trabalhar”, comentou.

Segundo ele, até conseguir entender o chamado de Deus, para se tornar padre, passou por muitos obstáculos.

“Quando cheguei ao Estado, não conhecia ninguém. Até você criar amizades, laços, leva tempo. Nada acontece na hora que nós queremos. O tempo não é nosso. Essa foi minha maior dificuldade”, contou o sacerdote.

Além de não ter nenhum conhecido para ampará-lo, ele precisou lidar com a saudade da família, que ficou em Minas Gerais.

A mãe morreu pouco tempo depois de ele se mudar para o Espírito Santo, o que o deixou ainda mais abalado. “Eu posso dizer que tive todos os motivos do mundo para não ser padre, mas continuei perseguindo esse sonho e consegui”.

O que diz padre Adriano

Casamento

  • “O casamento é o matrimônio sagrado. O que Deus uniu, o homem não separa. É preciso ter respeito, união, compreensão e reciprocidade”.

Educação religiosa

  • “Cabe aos pais decidirem o melhor para seus filhos, dentro da sua própria religião ou por meio da educação tradicional (nas escolas), sempre trazendo os valores e princípios que permeiam o bem-estar familiar, como uma ‘igreja doméstica’”.
  • “Porém, se há o distanciamento dos filhos com os pais, é sinal de que algo falhou durante a educação”.

Tecnologia

  • “Nada substitui o contato, o olho no olho, o abraço e o aperto de mão. Não se compra e não se vende. Já a internet, sim. Se compra e se vende, é possível trocar. Estar perto de quem a gente ama, não tem preço”.
  • “gosto de compartilhar o que está acontecendo comigo, até para que meus familiares e amigos distantes tenham esse contato comigo, que participem da minha vida”.
  • “A internet é um meio de unir as pessoas, e não deveria separar ninguém. Precisamos ter em mente que uma coisa é a nossa vida real, e outra é a realidade virtual”.

Inspiração

  • “Eu diria que Jesus Cristo é o Meu maior mentor. Sua história, ao meu ver, é de incrível superação. Ter nascido na manjedoura, enfrentando todas as adversidades, é algo incrível”.

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