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Desde que foi anunciado o aumento nos preços da gasolina e do diesel, há duas semanas, os preços continuam assustando motoristas.
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Na região metropolitana, por exemplo, o litro da gasolina em Guarapari é encontrado a R$ 7,74 em alguns postos. A cidade é a que tem a gasolina mais cara da região. Em seguida aparece Vila Velha. O litro do combustível é vendido a R$ 7,69.
Já o diesel também não fica para trás. Vitória tem o diesel mais caro da Grande Vitória, sendo encontrado a R$ 6,79.
Para o presidente da Transcares, Mário Natali, o preço alto dos insumos e outros tributos é o que se chama de custo-Brasil.
“Esse custo é muito alto para o transportador. O combustível não precisa nem falar. O que tem sido alvo de constante reclamação são os custos de manutenção do caminhão, que aumentaram muito”, ressaltou Mário.
Ele disse que além do combustível, outros implementos, como veículos e peças também tiveram aumento recentemente.
Saída é desligar ar do carro
Em meio ao aumento no preço da gasolina e da insatisfação com o valor da tarifa que recebem, motoristas de aplicativos estão se virando como podem para economizar o máximo de gasolina possível.
Para diminuir o consumo, a alternativa usada por motoristas é não utilizar o ar-condicionado durante as viagens.
Para o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), Luiz Fernando Muller, muitos motoristas já estavam deixando o ar-condicionado desligado e fazendo as corridas com os vidros abertos, mas por conta das orientações de combate à covid.
No entanto, o motivo agora é para poupar gasolina, já que tem sido cada vez mais difícil manter o lucro com a atividade.
“Há motoristas que estão desistindo de trabalhar nessa profissão. As tarifas das operadoras melhoraram apenas um pouco, e o combustível está muito caro”, disse Muller.
Houve orientação das operadoras de aplicativo para evitar o uso de ar-condicionado por conta da covid.
“Mas hoje, mesmo com a pandemia mais tranquila, por conta das tarifas e do preço do combustível, eles estão deixando o ar-condicionado desligado. Muitas pessoas que têm carro alugado e trabalham para os aplicativos para complemento de renda estão desistindo. Ficam no zero a zero muitas vezes”, lamentou Muller.
Segundo ele, se continuar assim, a debandada de motoristas vai continuar.