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Gastos com planos de saúde deixam idosos cada vez mais endividados

Depois de trabalharem por muitos anos para chegar à esperada aposentadoria, muitos idosos que conseguem ter um plano de saúde estão encontrando ...

O casal de aposentados José Carlos e Augusta Canuto com o boleto de cobrança do plano de saúde.

Última atualização

Depois de trabalharem por muitos anos para chegar à esperada aposentadoria, muitos idosos que conseguem ter um plano de saúde estão encontrando dificuldades para manter as contas em dia.

Com as mensalidades dos planos tomando uma parcela cada vez maior dos salários, além de outras despesas, como de medicamentos, o número de endividados cresce. Alguns chegam a recorrer a empréstimos para não perderem o benefício, que ainda terá reajuste anunciado este mês.

No Estado, cerca de 80 mil pessoas com mais de 60 anos estão endividadas, segundo dados do SPC. Se comparado ao mês de março do ano passado, o aumento do número de inclusões de pessoas com mais de 65 anos foi de 10%.

A proprietária de uma financeira de Vitória, Terezinha De Angeli, contou que atende muitos idosos em busca de empréstimos consignados.

“Alguns buscam a opção relatando que estão sem conseguir manter o plano de saúde. Muitas vezes, eles já têm outras dívidas, que tentam trocar por uma com juros mais baixos. Estou com cliente que está há dois meses atraso na mensalidade e não queria perder o benefício”, relatou.

O presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado, Moisés de Souza, enfatizou que a maioria dos idosos não tem aposentadorias altas e, por isso, sequer conseguem ter um plano.

“Os que fazem um esforço para ter, acabam precisando abrir mão de outras despesas. Com muito gasto com medicamentos, muitas vezes, se endividam”, observou.

Um outro problema relatado por ele é que muitos idosos contratam planos participativos e não conseguem pagar. “Eles usam muito os planos, então a fatura vem cara”.

O gerente de Negócios da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória, Geraldo Calenzani, afirmou que 12,24% das inclusões no SPC no Estado é referente à faixa etária de mais de 65 anos, o que é significativo.

“Além dos gastos com a saúde, muitos acabam pegando empréstimos para parentes, por ter acesso a juros mais baixos, e acabam ainda mais endividados”, disse.

A reportagem completa você lê na edição deste sábado (9) do jornal A Tribuna.

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