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Grupo protesta contra agressão de militares a mulher em Guarapari

Um protesto na frente do 10º Batalhão da Polícia Militar de Guarapari reuniu mulheres do Coletivo Feminista, que pediam pelo fim da violência contra ...

As manifestantes questionam o vídeo em que militares aparecem desferindo socos e chutes em uma mulher, durante abordagem policial

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Um protesto na frente do 10º Batalhão da Polícia Militar de Guarapari reuniu mulheres do Coletivo Feminista, que pediam pelo fim da violência contra a mulher.

As manifestantes questionam o vídeo em que militares aparecem desferindo socos e chutes em uma mulher, durante abordagem policial. Os dois policiais foram afastados das ruas nesta quarta-feira.

A advogada Rosania Maria da Silva Soares, militante do Coletivo Feminista Mulheres que Lutam declara que atuação dos policiais foi errada.

As manifestantes questionam o vídeo em que militares aparecem desferindo socos e chutes em uma mulher, durante abordagem policial (Foto: Roberta Bourguignon)

“Foi uma violência policial contra uma mulher preta, pobre, e periférica, em estado de vulnerabilidade psicológica, com justificativa de conter o surto psicótico. O policial desferiu socos, tapas, joelhadas, jogou no chão, em uma atitude não condizente com a ação que deveria ser de um policial. Uma mulher rica não teria sido abordada da mesma maneira”, declarou ela.

Outra manifestante, Elisa O’Neill, declara que a justifica dos militares não justifica tamanha agressão.

“Era uma mulher, dois homens muito maiores que ela, empregando uma violência desproporcional. Eles alegaram legitima defesa, o que não cabe justamente por essa desproporcionalidade. Nossa reivindicação aqui é contra a violência policial. Nesse caso foi pontual, porque foi um caso filmado, mas isso acontece todos os dias e fora dos holofotes”, disse Elisa.

Durante o protesto, as mulheres ainda gritaram ‘pelo fim da Polícia Militar’ por acreditarem que a instituição não oferece um trabalho de segurança pública efetiva e de qualidade.

“A instituição está contaminada pelo racismo, pelo machismo estrutural, e todos os dias é retroalimentada pela política do nós contra ele. Acreditamos que a desmilitarização da polícia contribuirá para uma segurança pública efetiva e de qualidade”, completa Rosania.

O tenente-coronel Caus, comandante da PM em Guarapari, declarou que a manifestação é um direito das mulheres, e esclarece que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas.

“A gente respeita, e é natural. O Batalhão está de portas abertas para receber o grupo, assim como fez com a imprensa, e prestar todos os esclarecimentos. Abrimos um Inquérito Policial Militar, e temos um prazo de 40 dias para concluir. A conclusão também será divulgada”, explicou o comandante.

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