Um “trabalho de formiguinha”, com cada um procurando fazer a sua parte. É dessa forma que jovens do Estado estão contribuindo para a preservação do meio ambiente, assumindo papel de protetores da natureza e tentando também atrair mais adeptos a essas boas práticas.
Um ótimo exemplo é o projeto “Oceanografia para Todos”, criado em 2016 por alunos do curso de graduação e pós-graduação de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
O grupo de oito pessoas participa de ações para retirada de lixo nas praias da Grande Vitória e também promove atividades de conscientização ambiental.
Integrantes do grupo, os estudantes João Victor Damasceno, de 26 anos, Thamires Bride, 20, e Lívia Bianchi fizeram uma ação de limpeza ontem na praia da Curva da Jurema, em Vitória.
O ato ocorreu dois dias antes do Dia da Amazônia, que acontece amanhã para lembrar e enaltecer a maior floresta tropical do mundo, que tem a maior biodiversidade do planeta. “O projeto foi criado com o intuito de divulgar a Oceanografia e a importância do curso para a sociedade. Nós somos chamados para fazer educação ambiental em eventos, como escolas, escolinhas de surfe e campeonatos, e também para eventos de limpeza nas praias”, contou Thamires.
“O que mais encontramos é plástico em geral, como garrafas, embalagens e sacola, além de muita guimba de cigarro também”, completou.
João Victor lembra que lixo deixado nas praias causa danos à vida marinha e ao meio ambiente.
“Tartarugas e aves marinhas confundem o lixo com peixe e comem o material, que fica alojado no estômago delas. Com o movimento da maré e o efeito do sol, o plástico vai se diluindo em pequenas partículas e pequenos animais vão ingerindo essas partículas”.
Outra protetora do meio ambiente é a oceanógrafa e consultora ambiental Luiza Caminada, mestranda da Ufes, 27. Ela e a mãe separam o lixo reciclável do orgânico, usam jornais ou sacos de pão nas lixeiras e ecobag para compras.

Sacolas reutilizáveis
“Na minha época, os jovens não tinham essa mesma preocupação”, conta a aposentada Maria das Graças, de 68 anos. Ela e a neta Amanda Ribeiro, estudante de Jornalismo, 22, reduzem ao máximo a quantidade de plástico na residência, em Jardim da Penha, Vitória.
As duas produziram sacolas reutilizáveis para as compras de casa.
“A gente chega a fazer essas sacolas e dar para amigos e até para desconhecidos que pedem”, relata Amanda, que também produz conteúdos sobre sustentabilidade em redes sociais.
