Os guinchos estão de volta às ruas do Espírito Santo. O governo do Estado anunciou nesta quinta-feira (03) um novo contrato para o retorno do serviço de remoção e guarda de veículos apreendidos por irregularidades ou crimes em ações das polícias militar e civil.
O serviço será utilizado nas blitze para remover carros e motos sem condições de circular ou com registro de furto ou roubo. “A nossa intenção não é sair recolhendo carros pela rua e penalizar o cidadão.O intuito é fiscalizar o trânsito e combater os crimes. Quem andar corretamente, não será prejudicado”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Alexandre Ramalho.
Atualmente, sem o serviço de guincho e pátio, os carros apreendidos nas fiscalizações não têm locais para serem levados. Em muitas cidades, as blitzes sequer acontecem por conta desse problema, segundo Ramalho.
“Veículos irregulares são usados para o cometimento de crimes, e não tínhamos como remover. Para a segurança pública, esse contrato é muito importante, pois é uma ferramenta para que os polícias ataquem a criminalidade”, ressaltou.
A expectativa é de que mais blitze sejam realizadas a partir de agora, segundo o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.
“Com os guinchos funcionando e os pátios atuando, nossas operações serão duplicadas, pois teremos onde colocar os veículos. Era uma grande angústia do policial, pois numa madrugada de operação, o veículo apreendido não tinha lugar para ser levado. Podemos programar e aumentar as operações”, afirmou.
Infrações
Veículos com irregularidades administrativas ou sem condições de circulação também serão removidos pelos guinchos. Isso inclui carros e motos danificados ou com o cometimento de infrações.
O Código de Trânsito Brasileiro define diversas infrações em que a remoção pode acontecer, como dirigir sem carteira de habilitação, conduzir veículo sem placa ou sem licenciamento, dirigir transporte escolar ou público sem a autorização e realizar manobras perigosas ou rachas.
Suspensão
O serviço de guincho e pátio ficou suspenso no Estado por quatro anos desde 2015. Na primeira vez, em 2015, a suspensão aconteceu com o fim do contrato do Detran-ES com a empresa de guincho e pátio. Na época, o sistema de remoção chegou a ser alvo da CPI da Máfia dos Guinchos, na Assembleia Legislativa. Um dos apontamentos é de que os donos de pátios, guinchos e até agentes públicos estariam lucrando com o sistema.
O serviço ficou suspenso entre 2015 e 2017. Após retornar em 2018, foi paralisado novamente no fim de 2019 com o fim do contrato. Em março deste, foi feita uma contratação emergencial para atender especialmente à demanda de apoio a Polícia Militar nas operações de combate à criminalidade.
“O contrato de agora foi um difícil processo burocrático que envolve a contratação de empresas para prestar o serviço de forma legal, ética e moral”, disse o secretário da Segurança Pública Alexandre Ramalho
