- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Cidades

Histórias dos aventureiros da fé

Romeiros enfrentam desafios em busca de cura para doenças graves ou para pagar promessas por graças já alcançadas

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

Depois que o pai da professora Teresa Cristina Ricci, de 42 anos, foi diagnosticado com um câncer cerebral muito agressivo, o marido dela, o autônomo Luiz Antônio Volponi, 41, decidiu fazer uma promessa: com a cura do senhor Sebastião Serafim Ricci, conhecido   como Tatão, eles viajariam de moto até   Aparecida, em São Paulo, para agradecer. 

Assim, foi montada a primeira motorromaria saindo do Santuário Nacional de São José de Anchieta, no litoral Sul capixaba, até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. São 700 quilômetros de distância e os motociclistas gastam cerca de 12 horas de viagem. 

 “Essa motorromaria começou com uma promessa, porque meu sogro estava internado no hospital, acamado, doente. Eu fiz a promessa que o levaria junto,   de moto, para Aparecida se ele alcançasse a cura. A princípio, seriam somente quatro motos, na primeira edição, que foi ano passado, mas um amigo jogou na internet e foram 19 motos”, conta Luiz Antônio.  

Apesar de     Tatão   acabar morrendo, aos 65 anos de idade, seis meses após descobrir o tumor, o plano    da motorromaria foi mantido.   “O câncer foi muito agressivo. Ele   tinha falado que, se ficasse curado, iria na garupa da moto”, relata a filha Teresa Cristina. 

“Uma vez, fomos visitar papai e ele saiu da UTI no momento em que chegamos lá. Me arrepio toda vez que conto isso. A fé traz muitas vitórias. E, mesmo com a morte dele, resolvemos fazer a motorromaria, porque acreditamos que ele ficou vivo enquanto Deus permitiu”, completa.  

Neste ano, os romeiros saíram de Anchieta na última sexta-feira, e estão voltando hoje de São Paulo. “Todo mundo vai com uma  história de fé e de agradecimento. Isso nos faz muito bem”, comenta Luiz Antônio.  

Devoto de Nossa Senhora Aparecida, o funcionário público Marquinhos Tei, 42,  tem uma tatuagem do Santuário Nacional da padroeira   no peito. Para ele,    poder  agradecer pela vida já é uma dádiva.  

 “Toda vez que   vou à Aparecida,  eu atravesso a passarela de joelhos. A gente faz para agradecer o dom da vida, pela família, pelo emprego que a gente tem, por poder acordar e ter um lar. Eu faço somente para agradecer, nada para pedir. A gente tem tanta dádiva na vida, tantos amigos bons”, completa o devoto.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.