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Idoso se acorrenta para protestar contra falta de remédio

Perto de completar dois meses sem receber o medicamento para tratar uma leucemia crônica, Cláudio Gomes, de 65 anos, decidiu se acorrentar a uma ...

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Cláudio Gomes está há dois meses sem o remédio (Foto: Yuri Demuner/ TV Tribuna)

Perto de completar dois meses sem receber o medicamento para tratar uma leucemia crônica, Cláudio Gomes, de 65 anos, decidiu se acorrentar a uma pilastra do Centro Regional de Especialidades (CRE) Metropolitano, localizado em Jardim América, Cariacica, na tarde desta quarta-feira (4), para protestar contra a falta do remédio controlado, que é fornecido pelo Estado.

O remédio necessário para o tratamento do idoso é o Imbruvica (Ibrutinibe) e uma caixa com 90 cápsulas custa cerca de R$ 51 mil. Cláudio conta que conseguiu na Justiça uma decisão que obriga o Estado a fornecer a ele de graça esse medicamento.

Segundo ele, essa não é a primeira vez que o medicamento necessário para seu tratamento fica em atraso no local.

“Esse remédio (para tratar a leucemia) eu pego aqui no CRE. Sempre tem, mas costuma faltar um dia ou uma semana. Agora, vai fazer dois meses que está faltando”, afirmou.

Cláudio contou que os funcionários do CRE Metropolitano alegam que o remédio está sendo providenciado. Cansado de esperar por uma solução, ele decidiu protestar.

“Estou amarrado porque é um forma de fazer o protesto para ver se o Estado acorda. Se eu não fizer isso, o Estado não vai perceber que tenho necessidade. Vou ficar amarrado até me darem todos os remédios que tenho direito”, informou.

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Cláudio destacou que tem necessidade de outros remédios em seu dia a dia, mas que ele consegue nas farmácias populares, nas unidades básicas de saúde ou comprando com seu próprio dinheiro, caso estejam em falta nesses lugares.

Revelou ainda ter medo que o tempo que está sem o remédio prejudique seu tratamento e algo de ruim possa acontecer com a saúde. “É constrangedor para conseguir um remédio ter que se amarrar em um poste”, lamentou ele.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que “o medicamento já está disponível para o paciente, mas que o mesmo se recusa a aceitar”. A caixa com o medicamento foi conseguida pela secretaria, durante a tarde. Até o início da noite desta quarta, a equipe do CRE negociava com o paciente para ele se soltar das correntes e entender o motivo dele não aceitar o remédio.

A Sesa ainda ressaltou que a compra é específica para o usuário, pois trata-se de um medicamento não padronizado. “A compra do medicamento para manter estoque anual já está em andamento para garantir a dispensação para todos os pacientes”, disse a nota.

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