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De acordo com ele, muitas igrejas possuem vigilância 24 horas por dia. Alguns vigilantes trabalham armados e outros sem armas. “Isso vai depender. Se o segurança for contratado da própria igreja, aí ele não usa armas. Mas, se for contratado de uma empresa, geralmente trabalha armado. Isso vai de acordo com o que a igreja necessita”.
O pastor destacou que cerca de 15% das igrejas evangélicas da Grande Vitória possuem seguranças. “São igrejas com mais de 500 membros e que se localizam em bairros nobres, como Praia do Canto, Praia da Costa, Itapuã e Jardim da Penha. O segurança pode trabalhar uniformizado ou não”.
Na igreja católica Paróquia Santa Rita de Cássia, na Praia do Canto, o segurança trabalha uniformizado e não tem arma. “Ele fica em frente à igreja o tempo inteiro. Foi contratado por uma empresa e não usa arma”, explicou a administradora da igreja, Maria do Carmo Duque.
Ela revelou ainda que, além do segurança, a igreja conta com 32 câmeras de videomonitoramento, 44 sensores de infravermelho, alarmes, cercas elétricas e grades. O investimento total nos equipamentos foi de R$ 30 mil.
“Já fomos invadidos inúmeras vezes. Uma vez arrombaram, roubaram a caixa do sacrário e espalham as hóstias na calçada. Isso nos abriu os olhos para dar mais atenção à segurança, pois não tínhamos nenhuma. Cada hora roubavam uma coisa. Esse investimento é para dar segurança e conforto aos nossos fiéis”, disse.
O pastor Enoque destacou que a tendência é que mais igrejas invistam na contratação de seguranças. “Quase todas as igrejas têm alarme ou câmera, mas nem todas possuem o vigilante. A tendência é que a contratação desses profissionais aumente”.
Pagamento de dízimo e contribuições no crédito e débito
Algumas igrejas evangélicas estão recebendo o dízimo e outras contribuições de fiéis em máquinas de cartão de crédito e débito. Isso para evitar que valores em dinheiro fiquem guardados nos templos. A informação foi dada pelo pastor Enoque de Castro Pereira.
“O que a igreja procura é dar segurança ao fiel. Até o dízimo e as ofertas estão sendo aceitas em cartão de crédito e débito, para não manter o dinheiro lá dentro. Também existem sistemas de pagamento on-line. Isso facilita a vida das pessoas.”
Segundo Enoque, atualmente existem cerca de cinco mil igrejas evangélicas, entre sedes, congregações e pontos de pregação, na Grande Vitória. E cerca de 100 arrombamentos e assaltos ocorrem por mês nesses locais.
“O mundo se modernizou. Antes existia certo preconceito em relação ao uso de máquinas de cartão nas igrejas, mas hoje esse pensamento mudou. Quando a contribuição é feita em dinheiro, a igreja faz um levantamento, leva para a casa de um membro e, depois, tudo é depositado no banco.”
O pastor Álvaro Lima, presidente do Conselho Estadual das Igrejas Evangélicas do Estado do Espírito Santo (CEIGEV-ES), ressaltou que a quantidade de igrejas que aceitam cartões ainda é pequena. “São igrejas mais estruturadas, que possuem mais membros. Mas ainda não temos essa cultura”.
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