Um incêndio está destruindo área de mata no Parque Nacional do Caparaó, na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais. Um dos focos teve início na manhã desta sexta-feira (27) e mais um ponto com chamas foi descoberto neste sábado (28).
Para o diretor do Parque Nacional do Caparaó, Fábio Vellozo, há indícios de que o primeiro foco de incêndio tenha sido criminoso e que o autor do incêndio utilizou os aceiros (limpeza de terreno para evitar incêndio) para alcançar pontos de mata e dar início ao fogo.
“Os brigadistas nem tinham saído ainda do local, quando perceberam a fumaça e o fogo. O incendiário agiu dentro da área do Parque, e não fora, como sugerem alguns”, garante.
Segundo o diretor do parque, o primeiro incêndio começou na manhã de sexta-feira no distrito de Pequiá, em Iúna, e foi contido na madrugada de sábado pelas fortes chuvas que caíram na região.
No entanto, um novo foco foi identificado na tarde deste sábado, e os brigadistas estão atuando na sua contenção.
Fábio conta que solicitou ajuda ao Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer/ES) para combater o fogo, em local de difícil acesso.
Recebeu também apoio de brigadistas do ICMBio e de outro helicóptero cedido pelo governo de Minas Gerais.
“Esse apoio foi importante porque a maioria dos focos de incêndio só podia ser observada do helicóptero. Tivemos locais com chamas muito altas, mas apenas em algumas poucas extremidades o acesso por terra era possível. E estava muito perigoso”, disse.
O capitão Pablo Angely, Chefe da Seção de Comunicação do Notaer/ES, esclarece que durante todo o tempo o helicóptero transportou brigadistas, equipamentos e alimentos, e que não houve o uso de helibalde devido às dificuldades dos locais em que estavam ocorrendo os incêndios. “Cerca de 20 pessoas participaram simultaneamente do combate”.
Cristiano Faria Domingos, chefe do Esquadrão de Brigada do ICMBio, lamenta que na tarde deste sábado (28) por volta das 14 h, um novo foco de incêndio tenha sido detectado. “ Nosso trabalho recomeçou e esperamos que não seja tão grave quanto o de ontem”.
Em relação ao total da área devastada, Fábio Vellozo e Cristiano Faria afirmam que ainda não é possível precisar.
“Estamos na fase de rescaldo para evitar reignição e apenas quando esse trabalho estiver concluído poderemos estimar a área destruída e os animais que foram mortos”.
Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País, o Pico da Bandeira, que tem 2.892 metros de altitude.

