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Você dorme bem ou acorda várias vezes durante à noite? O sono interrompido pode afetar seriamente a saúde, elevando o risco de morte em 29%, além de reduzir a expectativa de vida em quase nove anos.
Os dados foram divulgados por pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) e do Centro Dinamarquês de Medicina do Sono, que monitoraram mais de 10 mil participantes.
Os cientistas analisaram a “idade do sono” que é atribuída por diversos fatores como a respiração, frequência cardíaca e as interrupções noturnas.
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A pneumologista e especialista em Medicina do Sono Jessica Polese explica que existem os despertares causados por fatores externos, como barulho de carro, porta abrindo ou um bebê, e há também os microdespertares, que estão relacionados às doenças do sono e uso de medicações.
“Algumas doenças como apneia do sono, bruxismo e síndrome de pernas inquietas promovem estes microdespertares, impossibilitando que a pessoa entre no sono profundo e reparador. A pessoa, então, já acorda cansada e estressada”, pontua Jessica.
A médica, que é a atual presidente da Associação Brasileira do Sono – Regional Espírito Santo, destacou ainda que ter um parceiro que ronca é uma das causas que também podem fragmentar o sono de quem dorme ao lado, assim como o uso de álcool.
“Cada vez que a pessoa desperta ela tem aumento da frequência cardíaca e dos hormônios de estresse, isso gera no organismo um estresse metabólico e traz repercussão a longo prazo, como as doenças cardiovasculares”, alerta.
Durante as fases mais profundas do sono, segundo a pneumologista e especialista em Medicina do Sono Simone Prezotti é ativado um sistema de limpeza do cérebro.
“Essa limpeza é de algumas toxinas que vão sendo produzidas com o funcionamento do corpo e que, se não for limpo durante o sono, se acumula no cérebro e com o tempo causa um processo degenerativo, levando à demência”.
Há ainda as alterações do sono relacionadas aos transtornos mentais, como depressão e ansiedade, conforme alerta o psiquiatra Jairo Navarro. “O fato de a pessoa ter uma insônia ou não ter um sono reparador já é um fator agravante para a piora dessas doenças”.
SAIBA MAIS
Foram ouvidas pessoas de 20 a 90 anos
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Pesquisa
– Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e do Centro Dinamarquês de Medicina do Sono, mostrou que a fragmentação do sono (quando a pessoa tem diversos despertares à noite) pode elevar o risco de morte em 29%, e proporcionar uma redução na expectativa de vida de quase nove anos.
– Foram observados mais de 10 mil participantes de 20 a 90 anos. Os cientistas analisaram a ‘idade do sono’ que é atribuída por diversos fatores como a respiração, frequência cardíaca e as interrupções noturnas.
Causas
-Especialistas explicam que algumas doenças como apneia do sono, bruxismo, síndrome de pernas inquietas promovem estes microdespertares, impossibilitando que a pessoa entre no sono profundo e reparador.
– Ter um parceiro que ronca é uma das causas que também podem fragmentar o sono de quem dorme ao lado, assim como o uso de álcool.
– Há ainda as alterações do sono relacionadas as transtornos mentais, como depressão e ansiedade.
Riscos
– O sono de baixa qualidade eleva o risco para quadros de demência, Alzheimer, doença de Parkinson e cardiovasculares.
Fonte: Especialistas consultados e O Globo.
OPINIÕES
“O fato de a pessoa não ter um sono reparador já é um fator agravante para a piora de transtornos mentais”, Jairo Navarro, psiquiatra
“Precisamos separar um tempo na agenda para dormir e ter um horário para dormir e acordar”, Smone Prezotti, pneumologista