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Cidades

Jornal mais antigo em circulação na América Latina faz 200 anos

Diario de Pernambuco, que comemora sua fundação com homenagens, alia tradição e modernidade ao longo dos anos

Teatro de Santa Isabel, no Recife, onde tiveram início as celebrações, com presença de autoridades e artistas

Última atualização


O Diario de Pernambuco, jornal mais antigo em circulação da América Latina, comemora 200 anos de fundação na próxima sexta-feira (7).

O início das celebrações foi ontem, com uma solenidade no Teatro de Santa Isabel, no Recife, reunindo autoridades, personalidades da cultura e representantes de instituições públicas e privadas que fazem parte da trajetória do periódico.

Decorada com flores produzidas a partir do próprio jornal, com conceito de Tatiana Marques, diretora geral do evento; criação de Leopoldo Nóbrega e confeccionadas por mulheres artesãs, uma medalha comemorativa dos 200 anos foi destinada a 30 homenageados, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra; e o prefeito do Recife, João Campos.

Para o presidente do Diario de Pernambuco, Carlos Frederico de Albuquerque Vital, é um momento de mostrar a importância do jornal ao longo dos 200 anos. “Tudo cabe na dobra de um jornal que aprendeu a ouvir antes de contar”, declarou.

Para o superintendente do Diario, Diogo Vital, é um momento de celebração. “Uma instituição só consegue atravessar a história, com dois séculos de trajetória se mantendo relevante”, disse.

“Temos muito orgulho do passado do jornal e estamos preparados para os desafios do futuro. O Diario vai continuar crescendo”.

Fundado em 7 de novembro de 1825 pelo tipógrafo e jornalista Antonino José de Miranda Falcão, o Diario de Pernambuco surgiu inicialmente como uma folha de anúncios e avisos comerciais.

Com o passar dos anos, consolidou-se como o principal veículo de comunicação de Pernambuco e referência nacional na história da imprensa brasileira.

Ao longo de dois séculos, o jornal acompanhou e registrou acontecimentos decisivos do País, como o período imperial, a abolição da escravatura, a proclamação da República, as revoluções pernambucanas, os movimentos sociais do século 20 e as transformações políticas e culturais das últimas décadas.

Em suas páginas, foi possível acompanhar o crescimento urbano do Recife, o desenvolvimento econômico do estado e o surgimento de gerações de intelectuais, artistas e líderes políticos.

Com o avanço da tecnologia e a chegada da era digital, o Diario de Pernambuco expandiu sua presença para o ambiente on-line. Hoje, traz as novas linguagens do jornalismo contemporâneo, preservando o acervo histórico que retrata a evolução de Pernambuco e do Brasil.

Atualmente, o jornal está passando por um amplo processo de curadoria e preservação digital de seu acervo histórico.

Você sabia?

O nome do jornal é escrito sem acento, “Diario”, por uma questão de tradição e registro histórico, e não por uma regra ortográfica da língua portuguesa atual. Muitos jornais e instituições antigas mantêm a grafia original, que foi registrada em uma época com regras ortográficas diferentes.


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