A gestação chegou a 40ª semana e as contrações começaram durante a madrugada de domingo (5). A jovem Luana Batista de Jesus, de 26 anos, decidiu então ir com o marido, o vigilante Milton Henrique Correa, 37, para o hospital.
Porém, enquanto esperavam o ônibus em um ponto no do centro de Guarapari, as dores aumentaram e a grávida decidiu se deitar no chão com a cabeça no colo do marido. O ônibus não chegava e um homem que também aguardava o coletivo se apresentou como estudante de enfermagem oferecendo ajuda.
Foi o estudante quem auxiliou a mãe no momento do parto. Às 5h40 da manhã, no ponto de ônibus, a jovem deu à luz a menina Bruna, de 49,5cm e pesando 3,475kg.
“Foi muito rápido. Ele nos ajudou e conseguiu pegar ela e me entregar. Foi um anjo mesmo que apareceu. Ele enrolou a neném na mantinha dela, e colocou no meu colo. Não imaginava que ela (a criança) não fosse esperar chegar ao hospital. Mas graças a Deus deu tudo certo”, conta Luana.
A ambulância do Samu foi acionada. Durante os primeiros atendimentos, o cordão umbilical foi cortado. Mãe e filha foram encaminhadas para o Hospital Francisco de Assis (HFA), onde seguem em observação. As duas passam bem.
O médico ginecologista e obstetra do hospital, Marco Nascimento, esclarece que todo atendimento necessário, tanto da equipe de ginecologia e obstetrícia quanto da pediátrica, foi realizado desde a entrada no hospital.
“O bebê foi encaminhada à pediatria, enquanto a mãe passou pelos procedimentos de pós-parto. Ela foi higienizada, teve a placenta retirada e os exames necessários foram solicitadas para vermos sobre a saúde da mãe também”, esclarece o médico.
Os procedimentos realizados pelo homem que estava no ponto do ônibus foi o correto, segundo o doutor. “Ele colocou o bebê sobre o colo da mãe, mantendo a criança aquecida. O cordão umbilical é de grande preocupação, mas não há necessidade imediata de cortá-lo. O corte pode esperar”, completa o médico.
Mãe e filha seguem os protocolos de todos os partos que acontecem no hospital, e ficarão em observação por 48 horas. A previsão é que as duas deixem o hospital entre esta segunda e terça-feira.
