Foi o comportamento agressivo da filha de 14 anos que fez a administradora de 38 anos acender o sinal de alerta de que alguma coisa estava errada.
“Ela deu o primeiro sinal com 11 anos, quando começou a não obedecer meus comandos. Quando disse uma frase: ‘você quer que taque esse saco de moedas na sua cara?’ A partir daí percebi que havia algo errado, pois ela sempre foi doce, obediente e bondosa”, conta a mãe.
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A partir daí, tudo mudou. A rotina e a convivência ficaram pesadas entre mãe e filha.
“É muito difícil. Essa situação me deixa muito apreensiva e preocupada. Procuro sempre ler sobre essas questões e conversar com a psicóloga dela. Não desistam dos seus filhos, tentem acolher ao máximo para eles se sentirem amados e importantes. Por amor a gente consegue!”.
SINAIS DE ALERTA
– Mudanças abruptas de comportamento
Instabilidade emocional constante, com tendência a choro fácil, agressividade, apatia e desânimo sem motivos aparentes podem ser sinais de sofrimento psicológico.
– Dificuldades no sono
Tanto dificuldades para dormir à noite quanto para se manter acordado durante o dia podem ser sinais de alerta para os pais. A noite é uma grande aliada do sofrimento, principalmente quando se está no quarto sozinho e na cama.
– Transtornos alimentares
Dificuldade em se alimentar, como também a falta de apetite é outro indicador de que psicologicamente algo não vai bem. Perdas e ganhos de peso também merecem atenção.
– Postagens negativas
Essa é uma geração que utiliza em excesso o recurso das mídias sociais, então perceber mudança nas postagens com tendência a conteúdos mais negativos é um alerta. Humor depressivo, tristeza, infelicidade, culpa, sentindo-se pesado, são sentimentos que merecem atenção.
– Autolesão
Na maioria das vezes, os cortes não têm intenção suicida, e sim intenção de aliviar sintomas de ansiedade, angústia e tristeza.
– Atenção
Nem sempre o rendimento escolar ruim será um sintoma na “geração do quarto”. Nem sempre todos esses sintomas estão presentes, mas a qualquer desconfiança, os pais devem buscar ajuda profissional.
Fonte: Especialistas consultados.
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