Os empresários Gustavo Deriz Chagas, 40, e Marcos Roberto Krohling, 37, da empresa Golden Hospitalar, fizeram acordo de delação premiada com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e foram homologadas pela Justiça, segundo fontes ligadas à Operação Lama Cirúrgica, da Polícia Civil.
A empresa é acusada de fornecer material hospitalar descartável para ser reutilizado. Os empresários foram presos dia 16 de janeiro e soltos no dia 21 de março. Porém, só agora houve a confirmação da delação premiada. O processo está em andamento e os dois réus, se condenados, terão redução na pena e não ficarão em regime fechado.
O enfermeiro e responsável técnico pela empresa, Thiago Waiyn, 35, foi o primeiro a fazer acordo de colaboração, divulgado em março por A Tribuna. Ele foi preso dia 16 de janeiro e solto 21 de fevereiro.
No caso de Thiago, segundo fontes ligadas à investigação, o primeiro previa redução na pena. Porém, como as informações teriam sido importantes para ajudar na investigação da polícia e na busca de novas provas, foi feito um segundo acordo de não persecução penal, ou seja, ele não foi denunciado no processo e não virou réu na ação penal em andamento.
Os advogados Ricardo Pessanha, do enfermeiro Thiago, e Raphael Câmara, dos empresários Gustavo e Marcos Roberto, e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informaram que não podem comentar os acordos, pois a ação corre em segredo de Justiça. O MPES foi procurado, mas não retornou às ligações e e-mail.