O laboratório Sanofi Medley, responsável pelos medicamentos onde foram encontradas as impurezas, garantiu que o remédio não oferece risco imediato aos pacientes que consumiram os comprimidos contaminados.
Em nota, o laboratório declarou que os lotes de losartana com a impureza mutagênica podem aumentar o risco de câncer em longo prazo, porém, o risco específico dessa impureza causar câncer em humanos atualmente não é conhecido.
“Este recolhimento é uma medida de precaução e, até o momento, não existem dados para sugerir que o produto que contém a impureza causou uma mudança na frequência ou natureza dos eventos adversos relacionados a cânceres, anomalias congênitas ou distúrbios de fertilidade”, explicou, em nota.
A empresa alerta, ainda, que a interrupção repentina do tratamento com produtos contendo losartana pode estar associada a riscos potenciais para os pacientes.
Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que monitora medicamentos da classe “sartanas” desde 2018, quando tomou ciência da presença de nitrosaminas (substâncias que, em excesso, podem aumentar o risco de câncer) acima do nível permitido nessas medicações.
Atualmente, estão em vigor resoluções que instituíram a necessidade de o setor produtivo investigar, controlar e eliminar as nitrosaminas. “O recolhimento voluntário é um processo de recolhimento iniciado pela empresa responsável pela regularização do produto junto à Anvisa”, informou a agência.