Uma dona de casa grávida de 9 meses e seu bebê morreram no Hospital e Maternidade de Anchieta (Mepes) no final da manhã de ontem. Parentes e testemunhas culpam a demora em fazer o parto como principal motivo dos óbitos.
De acordo com os familiares, Elisângela Brandão do Nascimento, 32 anos, deu entrada na maternidade no último sábado para aguardar o momento do parto, já que estava na 39ª semana de gestação.
A cunhada de Elisângela, a servidora pública Mariene Araújo Machado, 43, conta que após quatro dias internada, o hospital ainda aguardavam a realização do parto normal. Para isso, o médico que teria atendido Elisângela na manhã de ontem, estourou a bolsa dela com uma pinça.
“Depois que estouraram a bolsa dela com a pinça, o médico colocou nela um soro com um medicamento e foi quando ela começou a passar mal. Depois que ela morreu, fizeram a cirurgia nela, e retiraram a criança já morta. O hospital diz que a levaram para a sala de parto, mas não levaram. Quem estava com ela, disse até que ela pediu socorro para não deixar ela e a filha morrerem, mas não foi o que aconteceu”, disse a cunhada inconsolada.
Uma gestante, que estava no mesmo leito de Elisângela e prefere não ser identificada por medo de represália, disse que antes da indução ao parto normal, a mulher estava bem.
“Ela estava bem, só sentia as dores do parto, mas estava bem. Passamos a madrugada toda conversando, ela comentou que ninguém tinha ido ver ela, nenhum médico tinha feito o toque. Foi então que o plantão trocou e veio um médico junto com uma enfermeira. Fizeram o toque e ele estourou a bolsa dela com uma pinça, mas as dores não aumentavam, o parto parecia que não evoluía. Então o médico colocou nela um soro com um medicamento, foi quando ela começou a passar mal”, conta.
A dona de casa deixa um filho de sete anos e mais duas meninas, uma de cino e outra de um ano. Os corpos da mãe e filha foram encaminhados para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) em Vitória.
O Outro lado
A direção do Hospital e Maternidade de Anchieta (Mepes) atendeu a equipe de reportagem do Jornal A Tribuna, e informou que ainda não é possível informar a causa das mortes.
Os corpos foram enviados pelo próprio hospital para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) em Vitória, e a direção informou que só vai se manifestar sobre as causas após a publicação dos laudos.
De acordo com a diretora administrativa do hospital, Paloma Portes, a gestante estava internada e estava sendo avaliada e atendida por todas as equipes do hospital.
A Reportagem completa você acompanha amanhã em A Tribuna.
