
Homossexual assumido, a família sofreu diversos momentos de preconceitos na cidade, e Bruno acredita que, por mais desafios que mães possam enfrentar pelos filhos, por esse ele não esperava.
“Essa foi a última loucura que eu imaginei que uma mãe pudesse fazer pelo filho. Pelo fato de vivermos em um País que mais mata LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) no mundo, ela sempre teve muito medo disso. A preocupação dela sobre a minha sexualidade foi justamente pelo que as pessoas poderiam fazer”.
Ele desabafou: “Mas assim como eu, ela cansou de se preocupar com a opinião dos outros e pintou a casa desta forma”.
Para a mãe, a comerciante Adriana Menegueli Fonseca, 43, a pintura também representa a autoestima e a união da família.
“Foi como um grito de liberdade para nossa família. Eu perguntei no ano passado a opinião dele sobre a nova pintura da casa. Ele disse brincando que poderia ser com as cores do arco-íris, as mesmas que simbolizam a comunidade LGBT+. Ele não percebeu, mas eu tinha adorado a ideia”, afirmou.

Bruno revela que sua sexualidade virou alvo de críticas desde a infância, inclusive na escola, e que a mãe sempre enfrentou o preconceito ao lado dele.
Frases como ‘por que você deixa ele usar colam?’, ‘por que ele dança assim?’, eram ouvidas pela mãe, que só revelou depois que Bruno se assumiu, aos 16 anos.
“Me escondi e me calei durante muito tempo da minha vida em relação a minha sexualidade, por medo do que as pessoas pensariam ou agiriam. Mas descobri que a opinião de ninguém vale mais do que a minha felicidade. Agradeço tanto a Deus pela família maravilhosa que tenho, que me respeita, me apoia e me ama de verdade”, completa Bruno.
Bruno é ator e hoje mora no Rio de Janeiro. Ele faz Teatro, TV e Cinema na escola de atores Wolf Maya.