Elas são mães de filhos com diferentes tipos de orientações sexuais e ajudam outros pais a também reconhecerem seus filhos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros). Na tarde desta quarta-feira (10), cinco integrantes do grupo “Mães pela Diversidade” se reuniram com a vice-governadora do Estado, Jaqueline Moraes, no Palácio da Fonte Grande, em Vitória, para apresentar a associação e buscar parcerias através de políticas públicas.
“Mães pela Diversidade” é uma associação nacional que acolhe e orienta mães de LGBTs com o intuito de criar uma rede de afeto e apoio. No Espírito Santo, o grupo existe desde 2017 e conta com a coordenação da professora Mônica Alves.
“A nossa principal mensagem é levar amor e militância para os pais. Para isso, nós precisamos de apoio do Estado e das famílias do interior para ampliar o nosso trabalho”, afirmou Mônica.
Entre as reivindicações do grupo, estão qualificação profissional e emprego para transexuais e qualificação dos profissionais de saúde para a população LGBT.
A jornalista Andressa Moreno, 49, acredita que a educação deve ser uma prioridade. Ela contou que o seu filho, que é gay, sofreu bullying na escola. “Estamos em uma nova era e precisamos formar nas escolas o reconhecimento sexual de todas as pessoas”.
O casal de advogados José Amazias dos Santos, 43 e Neuzeli Ribeiro, 44, tem um filho bissexual que vai se formar em Medicina. “Foi um choque de início porque a gente tinha muito medo que ele sofresse algum tipo de violência”. Decididos a lutar pelos direitos do filho, os dois pesquisaram sobre o assunto e chegaram até o “Mães pela Diversidade”.
“Nós fomos acolhidos pelo grupo e agora a gente chora, ri e batalha junto para desconstruir o preconceito”, salientou Neuzeli.
A dona de casa Ana Célia Simões foi a última a entrar no grupo, composto por 25 membros. Ela tem um filho transexual e contou quais são os principais desafios. “Acompanhar as mudanças do corpo e do nome dele é o principal desafio. Estou me acostumando”.
A vice-governadora Jaqueline Moraes disse que os pedidos serão estudados pela Secretaria de Direitos Humanos. “É preciso trabalhar para quebrar paradigmas, com respeito e diálogo”, afirmou.
