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Maioria dos divórcios ocorre em até 10 anos

Os divórcios no Espírito Santo estão acontecendo cada vez mais cedo, de acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e ...

Advogada Flavia Brandão disse que média de 10 anos já é uma realidade entre os casos atendidos por ela

Última atualização

Os divórcios no Espírito Santo estão acontecendo cada vez mais cedo, de acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O tempo médio entre a data do casamento e a separação dos casais no Estado passou de 17 anos em 2009 para 13 anos agora.

É tanto que, do total de divórcios do ano passado, a maioria foi de casamento com até 10 anos de duração. Foram 9.184 divórcios registrados no Estado em 2019, sendo que 50,1% (4.604) dos casais não chegaram a ultrapassar uma década de união.

“Os divórcios estão acontecendo cada vez mais cedo por uma mudança de questão jurídica e social. A lei mudou, ficou mais fácil e rápido se divorciar, possibilitando até que seja feito em cartório. Hoje, há menos burocracia, então as pessoas ficam mais motivadas a se separar”, afirmou a advogada de família Anne Brito.

A advogada especialista em Direito da Família, Flavia Brandão, diz que a média de 10 anos até a separação já é uma realidade entre os casos atendidos por ela. A advogada ressalta, ainda, uma característica específica dos divórcios nessa faixa.

“Geralmente, nessa faixa etária, as pessoas desejam o término da relação de uma forma mais tranquila, e por isso tentam um pouco o consenso. É um ponto extremamente positivo”, disse.

A mudança comportamental e social dos últimos anos também ajuda a explicar essa tendência de separações cada vez mais cedo, segundo a psicóloga Thayse Espíndola.

“A queda do conservadorismo extremo das igrejas tem permitido maior liberdade para os casais, que já não são mais felizes juntos, se separarem, mesmo depois de inúmeras tentativas de fortalecimento”, ressaltou.

Outra mudança, de acordo com a psicóloga, foi a independência maior das mulheres. “A ascensão das mulheres no mercado de trabalho e a independência financeira permitiu que o comportamento de manter um casamento infeliz por necessidades tivesse queda ao longo do tempo. Manter um ‘provedor do lar’ não se faz mais necessário quando a mulher é o próprio provedor”, disse.

 

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