No segundo dia da greve dos rodoviários na Grande Vitória, a terça-feira (13) amanheceu com ônibus nas ruas. Embora uma assembleia de trabalhadores tenham decido na tarde de segunda (12) continuar a paralisação, a categoria está acatando a decisão da Justiça, que determinou a circulação de 75% da frota.
Segundo dados do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus), a partir das 7 horas da manhã, os rodoviáros cumpriram a determinação da Justiça de colocar 75% da frota circulando. Entre as 8h e 9h, o percentual de coletivos nas ruas foi de 77%, algo em torno de 1105 ônibus.
No entanto, o Sindirodoviários não cumpriu a decisão no período das 5 horas às 7 horas da manhã de segunda. De 5 horas às 6 horas, o número de coletivos na rua era de 450 – que corresponde a 31% da frota.
Entre 7 horas e 8 horas da manhã, 1068 ônibus estavam em operação. Esse número corresponde 75%. Ou seja, dentro do estabelecido pela Justiça.
De acordo com a GVBus, as ações de impedimento se concentraram especialmente nas garagens das empresas Praia Sol, Verdeda, Serramar, Serrana, Santa Paula, Granvitur e Satélite.
“Destacamos que em determinados momentos, algumas garagens do sistema estavam com mais de 100 coletivos parados, quando estes deveriam estar circulando para atendimento à população. Informamos ainda que o município mais afetado é o de Vila Velha”, informou o GVBus por nota.
Paralisação
A paralisação foi anunciada pelo Sindirodoviários na última sexta-feira (9) e é decorrente do início da circulação dos coletivos com ar-condicionado e sem cobradores, conforme garantiu o governo do Estado.
Depois de um dia sem coletivos nas ruas, durante o período da tarde de segunda, o TRT-ES convocou audiência de conciliação entre as partes envolvidas: representantes do governo do Estado, das empresas de transporte público, dos trabalhadores e do MPT-ES.
A primeira proposta do TRT-ES foi que um número menor que 30 ônibus circulasse sem cobradores, por 60 dias, e que esse número fosse aumentado gradativamente ao longo do tempo. Mas, após reunião entre as partes, uma nova proposta foi apresentada:
Os 30 veículos ficam mantidos, porém com atuação dos cobradores por 90 dias a título de orientação aos passageiros com dúvidas sobre o novo sistema de bilhetagem eletrônica, assitência a idosos, deficientes físicos, gestantes e crianças. Além de que foi exigido pela Justiça do Trabalho, o mínimo de três cursos para o aproveitamento e qualificação dos cobradores e a criação de uma comissão que se reúna mensalmente para avaliação do novo sistema, com emissão de relatórios.
A proposta também foi uma recomendação do MPT-ES, que pediu que os trabalhadores coloquem para rodar o máximo de ônibus hoje, o que será avaliado nesta terça-feira (13) pelos participantes, em nova assembleia, marcada para as 16 horas.
Já o governo disse que boa parte do que foi proposto na audiência já estava pevisto pela equipe. E deve se posicionar ao fim do dia. Um nova audiência de conciliação está marcada para as 17 horas, na sede do TRT-ES.
