- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Cidades

Mais de 221 mil pessoas moram sozinhas no Estado

Autonomia e liberdade. São palavras que estão quase sempre presentes na resposta deles quando a pergunta é: “Por que você gosta de morar sozinho?”. ...

Mineira, a cirurgiã dentista Mayara Bonin veio para Vitória por conta de uma boa oportunidade de emprego

Última atualização

Mineira, a cirurgiã dentista Mayara Bonin veio para Vitória por conta de uma boa oportunidade de emprego (Foto: Kadidja Fernandes / AT)

Autonomia e liberdade. São palavras que estão quase sempre presentes na resposta deles quando a pergunta é: “Por que você gosta de morar sozinho?”. São as pessoas que vivem só – mas não solitárias, como fazem questão de ressaltar.

No Estado, cerca de 221 mil pessoas moram sozinhas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É um número que cresce a cada dia e quase dobrou em 16 anos, já que eram 115 mil em 2005.

Entre os jovens, a busca por liberdade e independência financeira estão no topo dos motivos que os levam a serem únicos sob o teto. Mas esse tipo de residência é muito mais variada, englobando, também, divorciados e viúvos.

Entre toda essa pluralidade de pessoas, há quem viva feliz e quem passe por dificuldade, seja econômica ou emocional.

“A capacidade de morar sozinho está aliada com a maturidade. A pessoa consegue lidar melhor com isso quando o nível de maturidade é maior. Ela escolhe fazer e sabe porque está fazendo. Muitas vezes, quando não é uma escolha, a pessoa não suporta e adoece”, ressaltou o psicólogo Gerson Abarca.

Em muitos casos, a mudança para uma vida sozinho em casa acontece por necessidade, mas que logo a motivação e a rotina trazem pontos positivos.

Foi o que aconteceu com a cirurgiã dentista Mayara Bonin, 31 anos. Natural de Minas Gerais, ela veio para o Estado por conta de uma boa oportunidade de emprego em Vitória e desde então mora sozinha. O início foi difícil, mas lá se vão dois anos e meio.

“Eu aprendi a gostar. Todo recomeço é difícil, mas sempre me lembrava do propósito e dos motivos que me trouxeram até aqui. Hoje até me surpreendo com minha coragem. Quem me ajudou muito foi meu ‘cãopanheiro’ Bud, meu cachorro”.

Para Mayara, existe um lado positivo e um negativo dessa decisão. “O positivo é aprender a olhar para dentro de si, viver bem com sua própria companhia. Estou sempre arrumando meu cantinho, deixando mais aconchegante e com a minha cara, fazendo o que me agrada. O negativo é que às vezes bate um vazio, mas nada que uma ligação de vídeo com a família não resolva”.

Vida nova traz desafios financeiro e emocional

Antes de encarar a experiência de morar sozinho é preciso enfrentar dois desafios: a preparação financeira e a questão emocional.

“Inicialmente, é necessário se adequar ao novo estilo de vida, pois a pessoa vai gastar mais do que gastava antes. Por isso, é preciso se preparar economicamente, além de cuidar do emocional”, ressaltou a psicóloga Rosana Carlesso.

Para a psicóloga Monique Nogueira, essa escolha precisa ser feita num momento de maturidade. “Amadurecer não é algo fácil, geralmente vem com frustrações e sofrimentos. Morar sozinho requer saber lidar com diversos sentimentos, como, por exemplo, a solidão. E transformá-la em solitude (estado de privacidade) é um ato de maturidade”.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.