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Mais de 90 mortos em acidentes de trânsito no Estado estavam embriagados

A Polícia Civil divulgou o resultado de análises feitas em pessoas que morreram em acidentes de trânsito, e mostrou que das 231 vítimas, 97 estavam ...

Acidente de trânsito

Última atualização

A Polícia Civil divulgou o resultado de análises feitas em pessoas que morreram em acidentes de trânsito, e mostrou que das 231 vítimas, 97 estavam sob o efeito de álcool ou outras drogas. O número é referente ao primeiro semestre deste ano.

O número representa 42% das vítimas de acidentes no período. Entre as drogas, as mais comuns envolvidas nessas ocorrências são maconha, cocaína e anfetamina, sendo as duas últimas consideradas substâncias estimulantes.

A perita toxicológica da Polícia Civil, Mariana Peres, explica que as análises são feitas por exame de sangue e por coleta de urina.

“No sangue, a gente identifica se foi utilizado álcool ou não, e qual foi a concentração. E a urina é utilizada como uma triagem para identificar se foi usado maconha, cocaína ou anfetamina”, ressaltou a perita.

“Caso dê positivo, fazemos a confirmação no sangue, para saber se estavam sob o efeito dessas substâncias no momento do acidente”, completou Mariana.

A perita criminal Mariana explica os efeitos das drogas nos motoristas (Foto: Antonio Moreira/AT)

Entre os casos analisados, o álcool foi encontrado em 66 vítimas. Já as drogas citadas foram seis casos, e a combinação entre as substâncias e álcool somaram 27 ocorrências no primeiro semestre.

A perita ainda comentou como cada droga age no organismo, prejudicando as reações das pessoas.

“O álcool é uma substância depressora, que diminui a capacidade do sistema nervoso central de reagir a algumas situações. Aumenta a probabilidade de perder noção de espaço, de tempo, diminui o tempo de reação”, explicou Mariana.

“Já a anfetamina e a cocaína são substâncias estimulantes, que vão excitar o sistema nervoso central. Aumentam os riscos que a pessoa pode tomar, aumentar a velocidade, diminui a noção de espaço. A maconha é um perturbador, o tempo de reação é diminuído. Se algo acontece, a pessoa demora a reagir”, disse a perita.

Pena

O delegado Maurício Gonçalves conta que pode passar de 10 anos a pena para condutores envolvidos em casos de acidentes em que ele está sob efeito dessas substâncias.

“Hoje o homicídio culposo (sem intenção) no trânsito prevê pena de 5 a 10 anos. Aliado a entorpecente e álcool, podemos aplicar o dolo eventual, do código penal, que prevê penas maiores”.

“Isso é quando conseguimos provar pela investigação que a pessoa, embora não tivesse vontade de cometer o homicídio, assumiu o risco através do uso de substâncias ilícitas ao dirigir”, adiantou o delegado.


Saiba mais


2020

  • No ano passado, dos 635 casos analisados, quase metade das vítimas fatais de acidentes de trânsito estavam sob efeito de álcool, cocaína, anfetamina ou maconha.

  • O álcool foi a substância mais encontrada no sangue das vítimas fatais, sendo 199 casos.

  • Em relação às drogas, foram 49 casos, e a combinação entre drogas e álcool aconteceu em 56 casos.

2021

  • Acidente de trânsito (Foto: Freepik)No primeiro semestre de 2021, foram analisados 231 casos. Destes, 42% (97 casos) tiveram o envolvimento de álcool ou drogas.

  • O álcool também foi a substância mais encontrada, sendo 66 casos.

  • Já em relação ao uso isolado de drogas, foram seis casos, mas a combinação de álcool e droga registrou 27 ocorrências.

Drogas prejudicam reação

  • O álcool é uma substância depressora, diminui a capacidade do sistema nervoso central de reagir a situações. Causa perda de noção de espaço, de tempo, diminui o tempo de reação.

  • A anfetamina e a cocaína são substâncias estimulantes, que vão excitar o sistema nervoso central. Diminuem a noção de espaço e aumentam os riscos que as pessoas podem tomar. A maconha é um perturbador. A pessoa tem um tempo de reação diminuído. Se algo acontece, demora a reagir.

Fonte: Mariana Peres, perita toxicológica da Polícia Civil.

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