Mais um dia começa sem ônibus municipais, conhecidos como “verdinhos”, circulando em Vitória. Desde ontem, nenhum coletivo das empresas que atendem a capital sai das garagens.
A paralisação teve início na última quinta-feira (23), na viação Tabuazeiro, que está com os pagamentos atrasados. Ontem (27) o movimento teve adesão dos trabalhadores das empresas Grande Vitória e da Unimar. Segundo o Sindirodoviários, os motoristas e cobradores dessas empresas resolveram cruzar os braços também porque estavam sendo deslocados para fazerem as rotas da viação Tabuazeiro, que opera 23 linhas.
Com a adesão dos trabalhadores da Unimar e da Grande Vitória, todos os 79 ônibus de Vitória deixaram de circular.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado (Setpes) confirmou o atraso dos salários e a dificuldade financeira. A justificativa foi a queda do número de passageiros durante o isolamento social – passou de 81 mil por dia para 13 mil.
Os empresários entraram na Justiça para que a paralisação dos motoristas e cobradores seja suspensa. “As empresas estão com arrecadação de apenas 20% do faturamento, o que inviabiliza o pagamento de todos as despesas”, afirmou o Setpes.
Diante da dificuldade para manter a circulação dos ônibus, as empresas protocolaram na prefeitura da capital um pedido de auxílio emergencial. Isso inclui aquisição de créditos de vale-transporte e pagamento do combustível.
Em nota, a prefeitura de Vitória disse que “está avaliando o contexto da situação e uma solução conjunta com outras secretarias”.