
Assim, há 10 anos, a hoje capitã dos Bombeiros atua no treinamento de guarda-vidas do Estado.
Experiente nessa missão de salvamento, Gabriela agora tem uma nova vida para guardar: ela vive a expectativa pela chegada do seu primeiro filho, ao lado do marido, Heitor Henrique da Silva, 30, que também é capitão dos Bombeiros e de quem está junto há oito anos.
Grávida de sete meses, a capitã estava com casamento marcado e precisou trocar o vestido de noiva por causa do crescimento da barriga.
“Sempre sonhei em ser mãe, mas o filho veio antes do planejado. Foi uma surpresa maravilhosa e já participou desse momento especial”, contou Gabriela, sobre o casamento.
A nova mamãe da corporação continua exercendo as suas atividades, porém no setor administrativo. “Pretendo trabalhar até ele falar: ‘mãe, quero nascer’ (risos). Até para aproveitar a licença-maternidade a partir do momento que ele estiver entre nós”, revelou.
A ligação com o Corpo de Bombeiros é tão grande que se estendeu ao ensaio fotográfico da gestante, que foi realizado dentro do quartel da corporação, em Vitória.
Gabriela é especialista na área de salvamento aquático e coordena o serviço de guarda-vidas do Espírito Santo. Fora do quartel, ela não para. “Eu sou surfista, mergulhadora, guarda-vidas, faço crossfit, jogo futevôlei e pratico triatlo, que envolve corrida, natação e ciclismo”.
Ela conta que surfou até os cinco meses de gestação e agora pratica apenas crossfit e pilates. “A médica me liberou porque o meu corpo já estava acostumado e estou tendo uma gestação muito tranquila”.
Sobre o parto, previsto para agosto, a capitã falou que deseja o normal. Já a escolha do nome do bebê foi uma sugestão do pai. “Será Theo, que significa Deus e representa um elo entre nós”, afirmou, emocionada.
Já o pai não esconde a ansiedade para pegar o filho no colo e destacou a parceria com Gabriela no trabalho, na prática de esportes e dentro de casa. “Passaremos a ser responsáveis por um novo ser. A gente busca fazer as coisas juntos e, depois que ele chegar, vamos manter esse mesmo ritmo de vida, um ajudando o outro”, garantiu Heitor.