Com o possível retorno das aulas presenciais, além das medidas de segurança que as escolas devem adotar como o uso de máscara, distanciamento e higienização frequente das mãos, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomenda, por meio de um manual de volta às aulas, estratégias como a elaboração de um mapa de riscos biológicos.
Neste mapa, segundo a fundação, é elaborado uma representação gráfica de locais com risco crítico de contaminação, como maçanetas, corrimão de escada e botões de chamada dos elevadores. O manual indica ainda que o mapa indica os riscos de cada local da escola, de acordo com seus diferentes níveis.
De acordo com a Fiocruz, desta forma trabalhadores e estudantes poderão visualizar de forma mais clara as áreas todas de possível transmissão do coronavírus.
Presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado, Celso Murad ressalta que, apesar de não ter uma posição formada em relação a volta às aulas – uma vez que não é essa uma atribuição do conselho –, em caso de retorno, tem de haver a melhor segurança no sentido de não permitir a transmissão viral.

“Dentro da nossa realidade, aqui no Estado, sou favorável. Um dos motivos é que o confinamento traz consequência para as crianças, que estão adoecendo física e mentalmente. Outro ponto é que como a maioria das pessoas está circulando, já tem o risco de levar contaminação para dentro de casa”.
Os pais também precisarão estar atentos a qualquer sintoma que as crianças possam apresentar, caso retornem às aulas presenciais.
Ao menor indício de quadro infeccioso, seja febre, manifestações respiratórias como tosse, e diarreia, os responsáveis devem manter os filhos afastados da sala de aula, segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
A pediatra Rachel Mocelin alerta para outros sintomas: “Também já foi visto a manifestação por doenças de pele, vômito e diarreia. Nesses casos, têm de avisar à escola.
A pediatra Camila Mendes destaca que até em casos de algum familiar da criança com sintoma, a ida à escola deve ser evitada. “É importante que os pais procurem pelo pediatra”.
O QUE OS MÉDICOS DIZEM
“Acredito que primeiro deve-se voltar os alunos maiores. Temos de ver se não terá um aumento de casos”
Camila Mendes, pediatra
“Sou a favor de voltar com as aulas mantendo o distanciamento e os cuidados de higiene”
Leonardo Lessa, presidente da Ames
Medidas de segurança

“Eu conheço os donos da escola, e eles vão fazer esse retorno da melhor forma, cumprindo todas as regras. Talvez se fosse em outra escola, não deixaria ele voltar”.
Ela afirmou que também estará atenta a qualquer sintoma que o estudante possa apresentar.