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Marinha vai investigar naufrágio de rebocador em Guarapari

A Marinha do Brasil informou que foi instaurado o inquérito para apurar as causas do acidente com o rebocador que afundou no início da noite de ...

Última atualização

A Marinha do Brasil informou que foi instaurado o inquérito para apurar as causas do acidente com o rebocador que afundou no início da noite de domingo (1), em Guarapari. Três tripulantes estavam na embarcação e um deles segue desaparecido.

Em nota a Marinha informou que foi aberto Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação (IAFN). “Após sua conclusão e cumpridas as formalidades legais, o mesmo será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação e dará vista à Procuradoria Especial da Marinha, para que adote as medidas previstas no Art. 42 da Lei nº 2.180/54”, informou a corporação.

EDois tripulantes foram resgatados durante a tarde de segunda-feira (2) e o chefe de máquinas Eric Barcelos Rangel, de 56 anos, não foi encontrado durante o resgate.

Os tripulantes que foram resgatados contaram à família de Eric que a embarcação naufragou após bater em uma pedra, nas imediações da Ilha da Escalvada, a 15 milhas da orla de Guarapari.

Os dois tripulantes resgatados estavam debilitados, com sinais de hipotermia, e foram levados de ambulância para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.

A Marinha do Brasil informou que o Serviço de Busca e Salvamento (SAR) foi acionado e militares da Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES) realizaram buscas nas proximidades das Três Ilhas, onde foi realizado o último contato, mas não obtiveram sucesso.

A Marinha permanece com suas equipes de buscas e salvamento ao tripulante desaparecido, empregando uma aeronave, o Navio-Patrulha Macaé e duas embarcações da CPES. A partir desta terça-feira (3) uma aeronave do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (NOTAer/SCM-ES) também presta auxílio às buscas.

Sindicato alerta para riscos

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Aquaviário do Estado do Espírito Santo (Aquasind), a combinação de jornadas prolongadas e número reduzido de tripulantes abre espaço para acidentes. O grupo ainda denuncia que sem convenção coletiva assinada, as empresas estão trabalhando em jornadas não permitidas pela CLT.

“O que se vê hoje são empresas fazendo escalas de 48 e até 72 horas ininterruptas, com equipe de três tripulantes, quando o ideal é ter no mínimo cinco ou seis profissionais embarcados. Além de não descansarem satisfatoriamente, esses marítimos ainda acumulam outras funções, tornando a jornada arriscada e insalubre”, explica o presidente do Aquasind, Antenor José Da Silva Filho.
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