O início de ano é o momento ideal para fazer o planejamento das finanças da família, pagar o IPTU, impostos do carro e, também, comprar o material escolar. Este ano, inclusive, os principais itens ficaram até 18% mais caros, em relação ao mesmo período do ano passado.
Quem aponta esse aumento é o educador financeiro Edísio Freire. Feito com base em dados da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Banco Central, o levantamento leva em conta uma estimativa geral dos preços de materiais escolares em todo o Brasil.
Ainda segundo o estudo, a variação nos valores só não é maior do que a do mesmo período do ano de 2016, quando o índice de aumento chegou a 30%.
Mesmo assim, os lojistas da Grande Vitória afirmam que não vão repassar esses valores aos clientes e que já buscam maneiras de deixar os preços atraentes.

“Antecipamos as compras dos itens de materiais escolares. Portanto, os nossos preços não sofreram essa alteração”, afirmou Gomes.
O estabelecimento ainda informou que boa parte dos itens de materiais escolares já é vendida com preço promocional.
Em outra loja localizada em Vitória, o Minipreço, o gerente Mauro Moreno também afirmou que os produtos escolares não vão sofrer toda essa variação nos preços.
“Nós entendemos o momento pandêmico que todos estão enfrentando e, por isso, estamos buscando o melhor custo/benefício e preço justo”, justificou Mauro.
Ele disse ainda que, a partir da próxima segunda-feira, a loja vai iniciar uma campanha de volta às aulas, com ofertas para atender os clientes.
Com lojas em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, a papelaria Castorino Santana informou que vai parcelar as compras de materiais escolares em até seis vezes. Além disto, vai oferecer o serviço de entrega em toda a Grande Vitória, com uma taxa de R$ 5.
A Gecore, em Vitória, informou que fez apenas a correção nos preços, o que acontece todos os anos. Além disso, vai oferecer 5% de desconto nas compras feitas no débito ou dinheiro e aceita o parcelamento das compras em até cinco vezes no cartão de crédito.
Aumento em mochila e lancheira
A auxiliar administrativa Joquebede Rocha, de 26 anos, disse que notou um aumento nos preços na sessão de material escolar.
Desta vez, ela preferiu ir sozinha às compras, sem levar a filha Pietra Rocha, de 4 anos.
“Percebi que os preços aumentaram, sim. Reparei o aumento nas mochilas e lancheiras, principalmente. Optei por vir sozinha, pois, se minha filha vem junto, ela acaba preferindo alguns produtos mais caros”, observou Joquebede.
Especialista dá dicas para economizar nas compras
Com tantas contas e vencimentos logo no início do ano, os pais também precisam encaixar no orçamento a compra do material escolar dos filhos.
O problema é quando a lista de itens é extensa e o orçamento é curto. No entanto, o economista Eduardo Araújo diz que é possível garantir o material necessário para os filhos iniciarem as aulas com o material completo.
Segundo Eduardo, primeiramente, deve-se pensar que estudo é investimento, não um gasto. Mas isso não quer dizer que se deve comprar os materiais mais caros.
“Há pesquisas que mostram que o estudo é um investimento que dá retorno a longo prazo. Então, a família deve se organizar e, se tiver que cortar gastos, opte por cortar em outras áreas. O principal é o planejamento familiar”, disse.
O economista também diz que, antes de ir à loja, o consumidor deve procurar os materiais na internet, que costumam oferecer mais descontos.
Outra dica dada por Eduardo é o aplicativo de smartphone “Menor Preço”. Nele, o consumidor pode buscar por um produto específico e o aplicativo mostra onde encontrar o material pesquisado em lojas da sua própria região. Assim, o cliente consegue fazer a comparação de preços.
