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Material escolar fica 18% mais caro

O início de ano é o momento ideal para fazer o planejamento das finanças da família, pagar o IPTU, impostos do carro e, também, comprar o material ...

Joquebede Rocha notou aumento nos preços na sessão de material escolar

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O início de ano é o momento ideal para fazer o planejamento das finanças da família, pagar o IPTU, impostos do carro e, também, comprar o material escolar. Este ano, inclusive, os principais itens ficaram até 18% mais caros, em relação ao mesmo período do ano passado.

Quem aponta esse aumento é o educador financeiro Edísio Freire. Feito com base em dados da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Banco Central, o levantamento leva em conta uma estimativa geral dos preços de materiais escolares em todo o Brasil.

Ainda segundo o estudo, a variação nos valores só não é maior do que a do mesmo período do ano de 2016, quando o índice de aumento chegou a 30%.

Mesmo assim, os lojistas da Grande Vitória afirmam que não vão repassar esses valores aos clientes e que já buscam maneiras de deixar os preços atraentes.

O gerente de loja Ricardo Gomes antecipou as compras de material escolar para conseguir manter o preço atrativo para os clientes (Foto: Leone Iglesias/AT)Em Vitória, o gerente geral do Atacadão São Paulo, Ricardo Gomes, disse que, para conseguir manter o preço atrativo e evitar a alta nos valores, os produtos foram comprados antecipadamente.

“Antecipamos as compras dos itens de materiais escolares. Portanto, os nossos preços não sofreram essa alteração”, afirmou Gomes.

O estabelecimento ainda informou que boa parte dos itens de materiais escolares já é vendida com preço promocional.

Em outra loja localizada em Vitória, o Minipreço, o gerente Mauro Moreno também afirmou que os produtos escolares não vão sofrer toda essa variação nos preços.

“Nós entendemos o momento pandêmico que todos estão enfrentando e, por isso, estamos buscando o melhor custo/benefício e preço justo”, justificou Mauro.

Ele disse ainda que, a partir da próxima segunda-feira, a loja vai iniciar uma campanha de volta às aulas, com ofertas para atender os clientes.

Com lojas em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, a papelaria Castorino Santana informou que vai parcelar as compras de materiais escolares em até seis vezes. Além disto, vai oferecer o serviço de entrega em toda a Grande Vitória, com uma taxa de R$ 5.

A Gecore, em Vitória, informou que fez apenas a correção nos preços, o que acontece todos os anos. Além disso, vai oferecer 5% de desconto nas compras feitas no débito ou dinheiro e aceita o parcelamento das compras em até cinco vezes no cartão de crédito.

Aumento em mochila e lancheira

A auxiliar administrativa Joquebede Rocha, de 26 anos, disse que notou um aumento nos preços na sessão de material escolar.
Desta vez, ela preferiu ir sozinha às compras, sem levar a filha Pietra Rocha, de 4 anos.

“Percebi que os preços aumentaram, sim. Reparei o aumento nas mochilas e lancheiras, principalmente. Optei por vir sozinha, pois, se minha filha vem junto, ela acaba preferindo alguns produtos mais caros”, observou Joquebede.

Joquebede Rocha notou aumento nos preços na sessão de material escolar  (Foto: Leone Iglesias/AT)

Especialista dá dicas para economizar nas compras

Com tantas contas e vencimentos logo no início do ano, os pais também precisam encaixar no orçamento a compra do material escolar dos filhos.

O problema é quando a lista de itens é extensa e o orçamento é curto. No entanto, o economista Eduardo Araújo diz que é possível garantir o material necessário para os filhos iniciarem as aulas com o material completo.

Segundo Eduardo, primeiramente, deve-se pensar que estudo é investimento, não um gasto. Mas isso não quer dizer que se deve comprar os materiais mais caros.

“Há pesquisas que mostram que o estudo é um investimento que dá retorno a longo prazo. Então, a família deve se organizar e, se tiver que cortar gastos, opte por cortar em outras áreas. O principal é o planejamento familiar”, disse.

O economista também diz que, antes de ir à loja, o consumidor deve procurar os materiais na internet, que costumam oferecer mais descontos.

Outra dica dada por Eduardo é o aplicativo de smartphone “Menor Preço”. Nele, o consumidor pode buscar por um produto específico e o aplicativo mostra onde encontrar o material pesquisado em lojas da sua própria região. Assim, o cliente consegue fazer a comparação de preços.
 

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