
Previsto inicialmente para ocorrer em novembro de 2020, o Enem foi remarcado em maio do ano passado.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC) e responsável pela realização do exame, afirmou que todas as medidas de segurança serão cumpridas para evitar o risco de contágio por Covid-19.
Além da prova presencial, também será realizada uma versão digital do exame, nos dias 31 deste mês e 7 de fevereiro.
Ao todo, são 5.783.357 candidatos confirmados – o número é 13,5% maior do que a edição de 2019, que teve o menor número de candidatos em toda a história.
Entre os cuidados contra o novo coronavírus, a recomendação é que o candidato leve máscaras reservas para que seja feita a troca, já que a prova tem duração de até 5h30, quando há Redação. No dia em que não há Redação, o período máximo para fazer o exame é de cinco horas.
Como nos anos anteriores, a abertura dos portões ocorrerá às 12h, sendo fechados às 13h.
Para os estudantes que testarem positivo para Covid-19 no dia do exame ou tiverem doenças infectocontagiosas, como sarampo, rubéola, varicela, por exemplo, o Inep prevê reaplicar a prova.
Para isso, a pessoa precisa ter o diagnóstico positivo e laudo médico comprovando a situação de saúde. Uma semana antes das provas ele poderá entrar na página do participante, anexar os documentos, e pedir para refazer o exame em 23 e 24 de fevereiro.
Prevenção
As medidas de prevenção incluem ainda o uso obrigatório de máscaras para candidatos e aplicadores da prova; disponibilização de álcool em gel nos locais de exame e nas salas; recomendação de distanciamento social no deslocamento até as salas de provas.
Além disso, a identificação de candidatos será feita do lado de fora das salas, para evitar aglomerações, e haverá marcações no piso para distanciamento, caso haja fila.
Estudantes ganham notebooks

“A pandemia potencializou o status de desigualdade social dos alunos menos favorecidos. Sem frequentar as aulas presenciais e sem meios de conexão para os estudos, eles poderiam ter a participação no Enem prejudicada”, explicou a gerente de Recursos Humanos da Loga, Célia Mendonça.
Foram 100 notebooks, 50 smartphones com plano de dados móveis, 150 planos dados de internet e modens e 100 pacotes Microsoft para os notebooks.
O Instituto Pontes recebeu 50 notebooks. “Nosso propósito é ser ponte para dar oportunidade de uma educação de qualidade a jovens talentosos de famílias com baixa renda”, disse Verônica Lopes, coordenadora do instituto.
A coordenadora do pré-vestibular Dandara, Rita Perim, disse que a parceria veio para somar. “Os alunos estavam desanimados, pois muitos não conseguiam acompanhar as aulas devido à dificuldade de acesso à internet e de não ter um equipamento que lhes dessem condições de estudo”.
O projeto é de iniciativa da Loga Internet, em parceria com a Positivo Tecnologia, que doou os equipamentos, e a Microsoft, que liberou as licenças de uso dos softwares. A Loga, além da operacionalização do programa, fornece a internet.
A aluna Julia Maria Ribeiro, de 18 anos, foi uma das contempladas. Ela pretende tentar vaga em uma universidade para Medicina.