
O CRM-ES esclareceu que, pela Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 1974/2011, é vedado ao médico a exposição da imagem do paciente, bem como a divulgação de imagens do “antes e depois”, mesmo com autorização e/ou não identificando o paciente.
Além disso, a médica não possui especialização em cirurgia plástica ou dermatologia, de acordo com consulta feita no banco de dados do CRM-ES.
De acordo com o Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no Espírito Santo, Ariosto Santos, o procedimento que a médica mostra em um dos vídeos é de uma ritidoplastia ou lifting facial, que só pode ser feito em centro cirúrgico, por um cirurgião plástico.
“Ela mostra uma técnica grosseira, com pontos irregulares, além de estar em local inadequado. Tem de ser feito em centro cirúrgico, com anestesia geral. Ela agiu de forma antiética e com imperícia médica”, frisou.
No vídeo, que circula nas redes sociais, a médica chama o procedimento de protocolo rejuvenescer.
“Meu objetivo é puxar o rosto dela (da paciente), fazer um lifting facial, a ritidoplastia”, afirma logo no início da filmagem. Também mostra o rosto da paciente com pontos e inchaço.
A médica foi procurada pela reportagem para se posicionar, mas até o fechamento da edição não respondeu às mensagens.