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Médicos dizem quando retirar prótese de silicone

Cansaço crônico, perda de cabelo e dores musculares estão entre os sintomas que algumas mulheres que possuem silicone têm relatado. Por conta disso, ...

A empresária Belle Cazaroto trocou a prótese após 10 anos do implante

Última atualização

A empresária Belle Cazaroto  trocou a prótese após 10 anos do implante (Foto: Leone Iglesias/AT)

Cansaço crônico, perda de cabelo e dores musculares estão entre os sintomas que algumas mulheres que possuem silicone têm relatado. Por conta disso, muitas optam pela retirada da prótese (explante de silicone).

Médicos afirmam que há casos em que algumas mulheres podem apresentar sintomas ao implantarem o silicone, relacionados à chamada síndrome Asia, uma enfermidade autoimune, em que o sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis.

À reportagem, os especialistas explicam quando é preciso fazer a retirada da prótese. Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no Estado, o cirurgião plástico Ariosto Santos destaca que a Asia (síndrome autoimune induzida por adjuvante) se manifesta sobretudo em pessoas com doenças autoimunes, como lúpus.

O médico explica que na doença autoimune o sistema imunológico ataca o próprio organismo, podendo “enxergar” o implante de silicone como um corpo estranho.

“Evitamos colocar prótese nesses pacientes porque a doença pode começar a ‘brigar’ com o silicone. Até os preenchedores de face, próteses ortopédicas ou qualquer corpo estranho pode acionar o sistema autoimune”.
Há casos, segundo ele, em que a pessoa com o silicone não tem a síndrome, mas relata sintomas. “Tem pacientes que tiram a prótese e os sintomas melhoram, mas nem em todos os casos isso acontece”, disse.

Um dos sinais de que o silicone deve ser retirado, segundo o cirurgião plástico Ricardo Miranda, é quando há contratura capsular da prótese, ou seja, ela fica endurecida; se há ruptura e no caso de suspeita de tumor chamado linfoma anaplásico de células grandes.

“Pode também ser retirado como uma tentativa de melhorar os sintomas sistêmicos que podem estar relacionados com a prótese de mama”, afirma.

Há outros casos em que a troca da prótese pode ser realizada, conforme explicou o cirurgião plástico Vitor Melo. “Como na ptose mamária, quando ocorre a queda da prótese e a paciente quer levantar as mamas novamente”.

Esse foi o caso da empresária e influencer Belle Cazaroto, 33, que, após 10 anos, fez a troca do implante. “Percebi que a prótese havia deslocado, mas não senti dor nenhuma. Troquei, e estou satisfeita com o resultado”.


“Vou tentar de novo”


Thaís Partelli teve endurecimento da mama (Foto:  Acervo pessoal)

Um problema de coluna causado pelos seios grandes levou a chefe de gabinete Thaís Partelli, de 25 anos, a fazer a cirurgia para retirada do excesso de mama, seguida da prótese, há quatro anos.

Porém, uma complicação devido à anestesia, causou uma contratura capsular da prótese (endurecimento da mama). “Precisei retirá-la há um ano. Agora, vou tentar colocar silicone de novo”.


Saiba mais


Remoção da prótese

  • A retirada da prótese de mama com sua cápsula, conhecido como explante, tem sido uma demanda cada vez mais comum nos consultórios de cirurgia plástica, segundo o cirurgião plástico Ricardo Miranda.

Motivos

  • Os motivos pelos quais as mulheres têm solicitado o explante do silicone são os mais diversos, segundo os médicos, como o receio das próteses causarem algum sintoma no futuro, como dores articulares, musculares, fadiga, entre outros, e também a vontade da paciente de ter mamas menores.

Quando trocar

  • Os médicos dizem que a troca deve ser feita quando há uma contratura capsular (endurecimento das mamas); no caso de ruptura das próteses e de suspeita de um tumor chamado linfoma anaplásico de células grandes.

  • Já a Síndrome Asia (síndrome autoimune, em que o sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis) pode estar relacionada com a prótese de mama. O paciente pode ter sintomas como dores articulares, musculares, fadiga e alterações cognitivas, como perda de memória.

Fonte: Médicos consultados.

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