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Médicos na Justiça contra dentistas

Médicos e dentistas travam disputa na Justiça para decidir qual profissional pode realizar procedimentos estéticos de harmonização facial, como botox ...

Última atualização

Médicos e dentistas travam disputa na Justiça para decidir qual profissional pode realizar procedimentos estéticos de harmonização facial, como botox e preenchimento. O conflito começou quando o Conselho Federal de Odontologia (CFO) conseguiu uma resolução, em janeiro, que autoriza os dentistas a realizarem tais tratamentos.

Em resposta, entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), protocolaram uma ação contra a medida, pedindo à Justiça Federal a sua suspensão imediata.

Segundo a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-ES), Telma Pimenta, os médicos entraram com a ação para defender a própria categoria e a população. “Quem tem formação e qualificação para realizar procedimentos de caráter invasivo são os médicos”, justificou.

“Não é a primeira vez que isto acontece. Já houve resoluções similares que ferem a lei do ato médico por parte de farmacêuticos e biomédicos, e nós seguimos em defesa do paciente”, afirmou.

A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Estado (SBD-ES), Karina Demoner, alegou que os cirurgiões plásticos e dermatologistas são os mais prejudicados. “Somos os maiores envolvidos nessa história, por sermos especialistas na área”, observou.

Sobre os tratamentos estéticos, ela alerta que os pacientes podem apresentar várias complicações quando os procedimentos são mal executados, como necrose, infecções bacterianas e até cegueira.

O presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Leonardo Lessa, esclareceu que os dentistas já realizavam procedimentos de harmonização facial antes mesmo do amparo legal e agora os médicos tentam impedir isso.

O Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES) informou, por meio de nota, que segue a resolução do Conselho Federal de Odontologia, que “reconhece a harmonização orofacial como especialidade odontológica”.

A cirurgiã-dentista Cicilia Carvalho acredita que a resolução não tira o mérito dos médicos e que eles podem atuar em parceria. “Não precisamos criar uma disputa, até porque, as toxinas também são usadas por nós para tratamento terapêutico, como sorriso gengival”. A cirugiã-dentista Andressa Hirle completou: “É um direito nosso”.

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