Novas especialidades cirúrgicas passarão a contar com suporte de um robô cirurgião no Espírito Santo, onde as cirurgias robóticas urológicas, bariátricas, ginecológicas, oncológicas e gerais começaram a ser realizadas há quase dois anos.
A inclusão de novos procedimentos será possível com a habilitação de mais médicos cirurgiões, que podem, a partir de agora, receber treinamento no Espírito Santo para operarem com robôs.
Entre as especialidades treinadas, estão as de pediatria, cabeça e pescoço, proctologia, cardiologia e cirurgia torácica.
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De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Gustavo Peixoto, o Centro de Treinamento em Cirurgia Robótica do Meridional Cariacica foi aprovado como Centro de Habilitação em Cirurgias Robóticas do Estado, apto a formar e especializar cirurgiões do Espírito Santo e do Brasil.
A previsão, segundo o médico, é que em fevereiro ou março de 2022, os cirurgiões já estejam habilitados. “O centro vai ampliar o número de especialidades médicas habilitadas a usar o robô para fazer mais cirurgias, com mais precisão e menos invasivas”, salientou Peixoto, que é coordenador do Centro de Robótica da Rede Meridional.
Ele destacou que, atualmente, são 20 profissionais habilitados e a meta é dobrar o número de cirurgiões robóticos em seis meses.
Peixoto frisou que, com as novas especialidades, a previsão é que dobre o número de cirurgias robóticas feitas por mês – em média, 20.
Os cirurgiões Isaac Walker, Leandro Correa Leal e Carlos Alberto Casa Grande são alguns dos profissionais que realizam o procedimento no hospital.
“Para o cirurgião, o robô permite que ele tenha uma visão tridimensional do paciente, de alta definição”, explicou Isaac.
O Hospital Santa Rita, em Vitória, também se tornou um Centro de Formação em Cirurgia Robótica, segundo o diretor clínico Alexandre Tironi. Os instrutores foram formados em parceria com o Instituto Falke, de Curitiba (PR). “Tivemos a primeira turma no fim de semana passado e a ideia é que tenhamos uma nova turma se formando em março”, anunciou.
Tecnologia para permitir cirurgia robótica a distância
Com a chegada da rede 5G, a medicina também será impactada. Isso porque a nova tecnologia pode permitir que cirurgias robóticas sejam realizadas a distância, já que a velocidade da conexão vai garantir que o braço do robô seja movido no mesmo instante em que o cirurgião opera a máquina, de qualquer local do País.
Neste ano, a China já se utilizou da tecnologia para realizar duas cirurgias robóticas ortopédicas, em províncias diferentes.
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo e coordenador do Centro Robótica da Rede Meridional, Gustavo Peixoto, para que cirurgias a distância ocorram no Brasil, é preciso ocorrer, primeiro, uma regulamentação do Conselho Federal de Medicina (CFM).
“Com certeza, o 5G vai contribuir muito para a cirurgia robótica. São coisas que podem se tornar realidade. Esse tipo de cirurgia é, na verdade, uma telecirurgia, porque o comando que sai da mão do cirurgião até chegar ao robô vai por cabeamento de internet”.
SAIBA MAIS
Cirurgia robótica
O uso do sistema de cirurgia Da Vinci XI permite ao cirurgião visualizar a área operatória com alta resolução.
A utilização de braços cirúrgicos de um centímetro de diâmetro minimiza as incisões cirúrgicas, diminuindo as dores e as chances de sequelas cirúrgicas, acelerando a recuperação e o retorno às atividades diárias do paciente.
Centro de Treinamento
O Centro de Treinamento em Cirurgia Robótica do Meridional Cariacica foi aprovado como Centro de Habilitação em Cirurgias Robóticas do Espírito Santo, apto a formar e especializar cirurgiões do Estado e do Brasil.
O reconhecimento e o credenciamento foram feitos pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), entidade de cirurgiões da América Latina.
Especialidades
O centro vai ampliar o número de especialidades médicas habilitadas a usar o robô para fazer mais cirurgias, com mais precisão e menos invasivas.
Entre elas, a cirurgia pediátrica, de cabeça e pescoço, proctologia, torácica, para tratamento de doenças como câncer e problemas pulmonares, além de cirurgia cardíaca.
Atualmente, são 20 profissionais habilitados. A meta é dobrar o número em seis meses, com a formação de quatro cirurgiões robóticos por mês.
O Hospital reforça que os cirurgiões não estão sendo ensinados a operar, mas que são cirurgiões de alta performance, acostumados com a tecnologia minimamente invasiva, e que agora estão aprendendo a usar a plataforma robótica.
Tempo
no treinamento intensivo, em que o cirurgião fica totalmente à disposição para se habilitar, a capacitação dura duas semanas.
Caso não seja possível ficar à disposição, o treinamento dura, em média, quatro meses.
A previsão é que em fevereiro ou março do próximo ano, os cirurgiões já estejam habilitados.
Parceria com o Paraná
O hospital Santa Rita também se tornou um Centro de Formação em Cirurgia Robótica do Estado, em parceria firmada com o Instituto Falke, do Paraná. O Hospital disponibiliza cursos com certificados de qualificação para médicos de todo o Estado e também para os que tiverem interesse em se qualificar em procedimentos robóticos.
Fonte: Médicos e hospitais consultados.