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Menina de 9 anos fica internada em UTI após casa ser atingida por raio

Uma menina de 9 anos ficou quatro dias em observação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer queimaduras de 2º e 3º graus quando a ...

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Imóvel onde menina mora teve princípio de incêndio após queda do raio (Foto: Reprodução)Uma menina de 9 anos ficou quatro dias em observação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer queimaduras de 2º e 3º graus quando a casa dela foi atingida por um raio, em Santos, no litoral de São Paulo.

Isabele Cristina segue internada na enfermaria. Ela recebeu a maior parte da descarga elétrica do raio e sofreu queimaduras no pescoço, braço, cabelos e até sobrancelha.

De acordo com a mãe, Ana Carolina Santos, de 27 anos, a filha foi entubada devido à queimadura no pescoço, que poderia atingir as artérias respiratórias. Os outros moradores da residência sofreram queimaduras moderadas e leves e passam bem. As informações são do site G1.

Em entrevista nesta quarta-feira (10), o pai da menina, Lucas Roberto Pacheco, de 27 anos, contou que o raio caiu na residência, que fica no Morro Santa Maria, por volta das 21h30 da última quinta-feira (4).

Ele estava no quarto da casa com a esposa, duas irmãs, cinco filhos e três sobrinhos. As outras pessoas estavam na cozinha, cômodo mais atingido pela descarga elétrica.

“Estava deitado na cama e veio um clarão enorme vindo da cozinha. Foi tudo muito rápido. Quando corri, vi uma ‘bola’ de energia estourando todas as tomadas, minha esposa engatinhando no chão e todos olhando para as próprias mãos sem enxergar”, relatou Lucas.

A esposa de Lucas contou a ele que um raio atingiu a cozinha, mas ele demorou a entender. “Fiquei paralisado. Vi tudo explodindo, mas não sabia que era um raio”. Além de estourar todas as tomadas da casa, o raio chegou ao disjuntor, que também explodiu, pegou fogo e bloqueou a passagem para fora da residência.

Lucas relatou que a casa foi tomada por fumaça e as pessoas já estavam sentindo falta de ar. Ele jogou água no disjuntor para apagar as chamas. “Falaram, depois, que não era para ter feito isso, porque a casa estava energizada, e a saída ficou com o chão molhado, mas não consegui pensar em mais nada”, confessou.

Todos conseguiram sair da casa. As mulheres e algumas das crianças sofreram queimaduras de 2º grau. Elas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, onde receberam oxigênio, medicação e tratamento para as feridas. A filha Isabele precisou ser encaminhada à Santa Casa de Santos com urgência e ficou em observação em uma UTI.

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