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“Meu filho cumpriu a missão dele”, diz mãe de Théo

Em um relato emocionante, e afirmando que está sendo sustentada por Deus, a comerciante Katiucia Cosine Emiliano, de 42 anos, falou ontem pela ...

Katiucia Cosini Emiliano com seu filho que faleceu vítima da infecção.

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Katiucia Cosini Emiliano com seu filho que faleceu vítima da infecção.   (Foto: Reprodução/Instagram)

Em um relato emocionante, e afirmando que está sendo sustentada por Deus, a comerciante Katiucia Cosine Emiliano, de 42 anos, falou ontem pela primeira vez com a imprensa sobre seu filho, o pequeno Théo Cypriano, de 2 anos, que morreu na última quarta-feira. Ela não culpa ninguém pelo ocorrido. Diz que cada um tem uma missão e que Théo cumpriu a dele lindamente.

A Tribuna – Em meio à dor, consegue falar algo que vem direto do seu coração?

Mãe: Na verdade, a gente nunca espera, mas todos nós estamos aqui de passagem. Todos nós vamos um dia, uns mais tarde, outros mais cedo, e a gente está aqui para cumprir uma missão, e eu creio em Deus que o meu filho cumpriu lindamente a missão dele.

A gente fica (emoção)… É triste, né? A gente tem que aprender a agradecer quando as coisas ruins, que parecem ruins para os nossos olhos. Eu vi a dor do meu filho e eu fugi de entrevistas porque em cada entrevista a gente revive tudo (choro), sabe?

E pior do que enterrar o corpo dele ontem (quinta-feira), é você ter que falar sobre a dor dele.
Hoje (ontem) eu consegui ver vídeos dele brincando e sorrir, mas quando eu tenho que lembrar dos momentos dele no hospital pedindo, ‘meu Deus, me juda’, ‘mamãe, tá dodoi’, entendeu, sem chorar? Meu filho era tão lindo, tão abençoado que ele nem chorava, mas travava os dentes de dor.

 (Foto: Reprodução/Instagram)Então, isso machuca muito como mãe (choro). Desde  que ele foi entubado eu fiquei segura, e entramos em corrente de oração, pedindo para que ele ficasse curado. Mas o pedido foi feito de forma errada. A gente tinha que pedir ao Senhor que o que fosse melhor para ele fosse feito. E a gente pedia a cura, mas acho que, de certa forma, Deus deu a cura, porque agora o meu filho não sente mais dor. A dor é nossa, e eu pedi a Deus para trocar de lugar com ele, e Deus me concedeu essa maravilha de sentir dor no lugar dele. Hoje a dor é minha, mas vai passar. Quando eu saí do hospital eu disse: “meu filho, a mamãe vai papar e já volta”.

Ele estava conciente?

Não. Ele estava entubado, sem sedação já, por mais de 48 horas. Já tinha feito os testes de apneia, só não tinham conversado comigo, mas como eu fiquei na hora do teste, eu vi que ele já tinha entrado em morte cerebral. Mas a gente se agarra às esperanças de que, para Deus nada é impossível, mas Deus é tão perfeito que eu pedi que o meu filho não sofresse, e eu tenho certeza de que, se ele ficasse, ele iria ficar em sofrimento, talvez fazendo diálise para o resto da vida, com sequelas cerebrais, vegetando em uma cama e eu não podia desejar isso. Não podia ser egoísta ao ponto de pedir para ele ficar com dor.

Confira a entrevista na íntegra, na edição do Jornal A Tribuna deste sábado (30).

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